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AGU deve recorrer ainda nesta terça (8) de decisão de Mendonça que afastou diretor da PF

Órgão vai argumentar que a ordem monocrática do ministro viola a competência privativa do presidente da República para nomear o diretor-geral da PF

Por Estadão Conteúdo

O advogado-geral da União, Jorge Messias

A Advocacia-Geral da União (AGU) deve recorrer ainda nesta terça-feira (8) ao Supremo Tribunal Federal (STF) da decisão que afastou o diretor-geral da Polícia Federal (PF). Segundo apurou o Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o órgão vai argumentar que a ordem monocrática do ministro André Mendonça viola a competência privativa do presidente da República para nomear o diretor-geral da PF.

Na decisão proferida na manhã desta terça-feira (8), Mendonça também afastou o diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada da Costa.

O ministro ordenou que a Corregedoria da PF abra procedimentos investigatórios de natureza penal e administrativo-disciplinar para apurar os "graves fatos identificados" na produção de relatórios de inteligência.

Na última quinta-feira (3), dois dias após Mendonça levantar o sigilo das investigações sobre a relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, Moraes divulgou trechos de um relatório de inteligência da Polícia Federal que afirma que André Mendonça "denota interesse no início de investigação formal" sobre o Banco Master e o escândalo do INSS.

Sem valor probatório, o relatório diz haver "quadro indicativo de que André Mendonça adota posturas muito diferentes" diante de suspeitas envolvendo Dias Toffoli e Nunes Marques, em comparação com Alexandre de Moraes, "apresentando discurso de defesa quanto aos dois primeiros".