Quem são Andrei Rodrigues e Leandro Almada, afastados pelo ministro André Mendonça
O diretor-geral da PF e o chefe da Diretoria de Inteligência Policial foram afastados em decisão liminar nesta terça-feira (8)
Andrei Rodrigues e Leandro Almada da Costa são dois delegados de carreira da Polícia Federal (PF) que ocupavam, respectivamente, a direção-geral da corporação e a chefia da Diretoria de Inteligência Policial (DIP) até serem afastados preventivamente por decisão do ministro André Mendonça, do STF, nesta terça-feira (8).
Conheça o perfil dos delegados.
Andrei Rodrigues
Natural de Pelotas (RS), Andrei Augusto Passos Rodrigues é delegado da PF há mais de 20 anos. Formado em Direito pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), ele tem pós-graduação pela Escola Superior da Magistratura Federal do Rio Grande do Sul (Esmafe) e mestrado em Alta Gestão em Segurança Internacional pela Universidade Carlos III, de Madri (Espanha).
Ao longo da carreira, passou por cargos como chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes em Manaus, da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários em Porto Alegre e da unidade da PF no Aeroporto Internacional de Brasília. Também atuou como coordenador-geral de Polícia Fazendária, oficial de ligação da PF em Madri e secretário-executivo da Comunidade de Polícias da América (Ameripol).
Entre 2014 e 2016, foi secretário extraordinário de Segurança para Grandes Eventos, responsável pela coordenação da segurança da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio. Nomeado diretor-geral da PF em janeiro de 2023, no governo Lula, comandou a corporação durante investigações de grande repercussão, como as do Banco Master e de fraudes no INSS.
Leandro Almada da Costa
Leandro Almada da Costa é delegado de Polícia Federal e, desde dezembro de 2024, dirigia a Diretoria de Inteligência Policial (DIP), um dos núcleos mais sensíveis da PF, responsável por planejar e coordenar investigações complexas e ações de inteligência.
Seu currículo registra atuação em cargos de comando e controle, como corregedor-geral da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas e delegado regional de Combate ao Crime Organizado no Amazonas.
Na PF, Almada também foi superintendente no Rio de Janeiro, onde atuou em duas fases das investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco, e chegou a conduzir apurações que envolveram o ex-ministro Anderson Torres.
Até o afastamento, respondia pela área de inteligência que passou a ser alvo de questionamentos no STF sobre a produção de relatórios com foco em autoridades.
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