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Renan Santos entra no Senado com pedidos de impeachment contra Toffoli e Moraes

Os dois documentos se juntam aos outros 109 pedidos de impeachment acumulados no Senado, conforme declarado nesta semana pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre

Por Estadão Conteúdo

Renan Santos, candidato à presidência pelo Missão

O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) entrou, no Senado Federal, com dois pedidos de impeachment contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e Alexandre de Morais.

Os dois documentos se juntam aos outros 109 pedidos de impeachment acumulados no Senado, conforme declarado nesta semana pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). Ambos os pedidos se fundamentam nas revelações recentes e dizem que, caso confirmadas, podem indicar a existência de uma relação de favorecimento envolvendo os dois ministros e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

No pedido de impeachment de Toffoli, o candidato menciona que fundos ligados a empresas do banqueiro haviam repassado ao menos R$ 35 milhões ao resort Tayaya, da família do ministro. Já o pedido que menciona Moraes cita a revelação que mostrou que a esposa do magistrado, Viviane Barci de Moraes, teria firmado contrato com Vorcaro, além das trocas de mensagens entre o ministro e o banqueiro. "O ministro Alexandre de Moraes funcionava como uma espécie de sócio de Daniel Vorcaro", diz o documento.

Primeiro, o candidato pede o processamento do pedido, com uma posterior constituição de Comissão Especial para realizar um parecer sobre as denúncias apresentadas. A partir disso, pede a admissão das denúncias e a instauração do processo de impeachment, conforme as regras regimentais.

A aprovação de pedido de impeachment contra ministro do STF é algo sem precedentes na história da política brasileira. O presidente do Senado possui a competência de despachar as proposições legislativas e é quem deve encaminhar o pedido à Advocacia do Senado, que faz uma avaliação técnica da proposta antes da análise pela Comissão Diretora da Casa. Depois, a petição poderá ser encaminhada para deliberação dos senadores e seguir o mesmo rito do impeachment de um presidente da República conforme previsto na Lei que define os crimes de responsabilidade e regula seus processos de julgamento.

Nesta quarta-feira, 3, em entrevista ao podcast Flow, Renan Santos aumentou o tom e afirmou que Alcolumbre "está envolvido no escândalo do Banco Master até o pescoço". Além disso, chamou o amapaense de "bicho ignorante e corrupto" e que os pedidos de impeachment não caminharam ainda apenas por sua causa. "Esse cara é um cínico. Como é que esse cara pode ser presidente do Senado? Como é que os outros senadores votaram naquela figura abjeta?", disse. Alcolumbre foi procurado, mas ainda não se pronunciou.