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Alckmin diz estar ao lado de João Campos contra "rede de ódio" em Pernambuco: "Você tem o meu apoio"

Após repercussão Em vídeo publicado neste sábado (29), Alckmin prestou solidariedade ao correligionário e disse estar com João Campos "em Pernambuco e no Brasil"

Por Nilton Vilanova

Vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB).

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) declarou apoio ao candidato do partido ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), em um vídeo publicado nas redes sociais na manhã deste sábado (29). Na mensagem, Alckmin afirmou que se solidariza com o ex-prefeito do Recife após reportagens sobre uma suposta estrutura digital de ataques contra o candidato. O vice-presidente chamou o caso de “rede de ódio” e disse que João Campos realiza uma campanha limpa.

“João Campos, você tem o meu apoio e a minha solidariedade contra essa rede de ódio revelada pela imprensa nacional. Vamos em frente, fazendo uma campanha limpa como você faz. Estamos juntos, em Pernambuco e no Brasil, com João Campos”, afirmou.

O vídeo foi publicado após a repercussão de reportagens sobre Amisadai Andrade da Silva, ex-superintendente de Operações da Arena de Pernambuco, apontado como possível operador de uma suposta estrutura digital de ataques contra João Campos.

A manifestação de Alckmin se somou a outras declarações de apoio ao candidato do PSB. A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos (PCdoB), e o ex-ministro de Portos e Aeroportos Silvio Costa Filho (Republicanos) também prestaram solidariedade a João Campos após a repercussão das denúncias.

O caso também chegou ao Palácio do Planalto. O presidente Lula telefonou na sexta-feira (28) para aliados pernambucanos para obter informações sobre os episódios relacionados à suposta estrutura digital e sobre a ação movida por João Campos contra a governadora Raquel Lyra.

Ainda na sexta, Raquel Lyra protocolou uma interpelação judicial criminal na 16ª Vara Criminal da Capital. A medida, fundamentada no artigo 144 do Código Penal, pede que João Campos esclareça a quem se referiu e em quais fatos se baseou ao afirmar que “quem senta na cadeira para governar Pernambuco” coordenaria uma suposta “milícia digital” a partir do Palácio do Campo das Princesas.

A interpelação judicial não é uma queixa-crime nem representa, neste momento, um pedido de condenaçã, mas é um instrumento utilizado para solicitar esclarecimentos sobre declarações que podem ter relevância jurídica.

Relembre o caso

Conforme noticiado pelo Diario, Amisadai Andrade da Silva foi exonerado pelo Governo de Pernambuco depois de aparecer em reportagem da TV Record sobre uma suposta rede de perfis utilizada para divulgar ataques contra João Campos. Segundo a apuração da emissora, Amisadai teria relatado a existência de reuniões no Palácio do Campo das Princesas e afirmado que a estrutura tinha como objetivo “desidratar” o candidato.

Raquel Lyra negou ter tratado do assunto com o servidor e afirmou que o caso seria apurado. A exoneração ocorreu após a repercussão da reportagem.

A suspeita também envolve contratos de publicidade firmados entre empresas ligadas ao servidor e o Governo de Pernambuco. Reportagens mencionaram pagamentos públicos ao "Portal de Prefeitura", empresa da qual Amisadai foi sócio. Os valores e a eventual finalidade dos contratos estão entre os pontos questionados no caso.

Na quinta-feira (27), os advogados da Frente Popular anunciaram o ajuizamento de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE). A medida busca apurar possíveis abusos políticos e econômicos atribuídos à atual gestão estadual durante a campanha. A defesa de João Campos também informou que levaria denúncias ao Ministério Público de Pernambuco, à Controladoria-Geral da União, ao Tribunal de Contas do Estado e ao Ministério Público Eleitoral.

João Campos afirma que existe uma estrutura ligada ao Governo de Pernambuco para atacá-lo nas redes sociais. Raquel Lyra nega envolvimento e declarou que também acionou a Justiça Eleitoral para tratar de acusações relacionadas ao episódio.

O tema já vinha provocando troca de acusações entre os dois candidatos. João Campos afirmou que uma estrutura ligada à oposição o atacaria nas redes sociais, enqanto Raquel Lyra disse que havia um “gabinete que dissemina ódio” contra ela e informou ter adotado medidas judiciais.