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Homem que denunciou "armação" contra vice de Flávio é do PL, diz Lindbergh

Luiz Lopes tem histórico de ameaças contra ministros do STF e de acusar Lindbergh de envolvimento em crimes

Por Estado de Minas

Homem que denunciou "armação" contra vice de Flávio é do PL, diz Lindbergh

Luiz Antônio Lopes, comerciante que prestou depoimento à Polícia Legislativa acusando o deputado federal Lindbergh Farias (PT-PB) de ter fabricado uma acusação contra o vice anunciado para a chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, Alfredo Gaspar (PL), é filiado ao Partido Liberal. É o que denuncia Lindbergh em vídeo publicado nas redes sociais. 

No final de abril, o vice-líder do Governo Lula na Câmara dos Deputados, juntamente com a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), apresentou elementos à Polícia Federal que foram considerados para um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) por suposto estupro de vulnerável. Na documentação, os parlamentares apontaram indícios de que Gaspar teria estuprado uma adolescente de 13 anos, violência que teria gerado uma gravidez. Hoje, a suposta vítima tem 21 anos e a criança, 8.

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Conforme a notícia-crime, a criança, uma menina, teria sido registrada como filha da avó materna para proteger a identidade da vítima e do agressor. Ainda segundo o documento, o deputado teria oferecido R$ 70 mil para comprar o silêncio da família. O caso tramita sob sigilo no STF.

Apesar dos indícios, Gaspar nega as acusações. O nome do PL para vice de Flávio Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais ao lado da menina apontada como a criança nascida do suposto estupro, em que ela diz que não é filha do deputado e, sim, de um primo de Gaspar, concebida em uma relação consensual. No entanto, a Legislação Brasileira entende que qualquer relação sexual com menores de 14 anos configura estupro de vulnerável, independentemente de consentimento.

No início desta semana, Luiz Antônio Lopes testemunhou à Polícia Legislativa dizendo que a acusação contra Alfredo Gaspar teria sido uma “armação” que envolvia uma jovem chamada Marcela Maria Mendes, que prestava serviços no quiosque que era dono no Shopping Jardim Guadalupe, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Segundo ele, Maria concedia entrevistas fingindo ser “Jailma” e se apresentava como vítima do suposto estupro de Alfredo Gaspar. Ainda de acordo com o depoimento, a prestadora de serviços teria participado de uma reunião virtual com um grupo de pessoas que incluía Lindbergh que, conforme os registros, “parecia ter plena ciência do contexto fraudulento tratado nas reuniões” e teria pago pelo menos R$ 16 mil pela fraude.

A declaração foi feita após o parlamentar supostamente receber uma ligação de Luiz em seu gabinete, que afirmava ter a intenção de denunciar a possível trama. Luiz fez a declaração em 23 de julho e, uma semana depois, se filiou ao PL em Nilópolis, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Luiz tem um histórico controverso de declarações. Em vídeos compilados por Lindbergh, o homem é visto ameaçando cortar a cabeça do ministro Alexandre de Moraes e desfilar com ela pelas ruas de Brasília. “Senhor ministro Alexandre de Moraes, não entenda como uma ameaça porque não é, é uma promessa. Eu, Luiz Antônio Mohamed Lopes, vou cortar a sua cabeça, vou desfilar com ela por toda Brasília fincada na ponta de uma baeta”, afirmou em uma gravação.

Em outra publicação, Luiz afirmou que a placa do carro de Adélio Bispo, autor da facada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enquanto ainda candidato ao Planalto, em setembro de 2018, era de Lindbergh. “Eu não tenho medo. Lindbergh Farias é o contratante de Adélio Bispo, eu tenho todas as provas”, disse.

Já em outra, afirmou que o deputado do PT e a deputada Gleisi Hoffman (PT-PR) estavam escondidos no Supremo Tribunal Federal no dia da tentativa de golpe de Estado, 8 de janeiro de 2023.

Para Lindbergh, é “grave” que o PL tenha usado a Polícia Legislativa que, na visão dele, “não tinha competência num caso que envolve parlamentares”. “Tem que ser Supremo, Polícia Federal. Como é que a Câmara envia esse depoimento ao Supremo Tribunal Federal? É escandaloso”, declarou o deputado na publicação. O parlamentar fez uma reclamação constitucional relacionada ao caso ao ministro Gilmar Mendes.