"Vocês já me viram em rachadinha ou em mensalão?", pergunta Caiado em sabatina com candidatos
O ex-governador destacou sua "trajetória política" e a "ausência de acusações de corrupção" como credenciais para disputar a Presidência
O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, recorreu nesta terça-feira (4) aos casos da "rachadinha" e do mensalão para se diferenciar do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), respectivamente.
A declaração foi dada ao responder por que os eleitores deveriam votar nele durante sabatina organizada pela G4 Hub e pelo portal O Antagonista, em São Paulo, com candidatos à Presidência da República. Participaram do evento, além de Caiado e Flávio, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e o influenciador Renan Santos (Missão). Lula foi convidado, mas não respondeu.
"Vocês já me viram em 'rachadinha'? Vocês já me viram em mensalão?", questionou Caiado. O ex-governador de Goiás apresentou sua trajetória política e a ausência de acusações de corrupção como credenciais para disputar o Palácio do Planalto.
Caiado afirmou ter 40 anos de vida pública e disse nunca ter se envolvido em casos de corrupção, negociatas, pagamento de propina ou enriquecimento ilícito. Segundo ele, sua trajetória preserva a moral e a integridade necessárias a um candidato à Presidência da República.
O goiano intensificou as críticas ao filho de Jair Bolsonaro nas últimas semanas, em busca de ampliar seu espaço na corrida ao Palácio do Planalto.
"Lula de novo na Presidência será um Dilma 2 piorado"
O candidato do PSD afirmou ainda que uma nova vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) produziria uma versão piorada do governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). O ex-governador de Goiás prometeu previsibilidade econômica e medidas para reequilibrar as contas públicas caso seja eleito.
"Se colocarem o Lula de novo na Presidência, será um Dilma 2 piorado", declarou Caiado. Segundo ele, a recuperação da confiança exige que o próximo governo dê sinais de responsabilidade na administração dos recursos públicos. "Colocando o Caiado, vocês vão ter previsibilidade", afirmou.
O candidato disse que pretende "cortar na carne" e citou medidas adotadas durante sua gestão em Goiás. Caiado afirmou ter reduzido em R$ 25 milhões os repasses aos Poderes e as despesas do Executivo, além de cortar R$ 3 bilhões em incentivos fiscais que, segundo ele, estavam sobrepostos.
Caiado também apresentou a reforma da Previdência realizada em Goiás como exemplo do ajuste que pretende promover no âmbito federal. Segundo ele, a medida foi necessária para impedir o crescimento do déficit previdenciário.
"A partir daí, é colocar a taxa de juros em níveis compatíveis. Você pode ter uma inflação de 4% e uma taxa de juros de 3% ou 4%. É compatível. A que temos hoje não é", afirmou.
O candidato comparou ainda o atual cenário econômico ao período final do governo Dilma e citou a gestão do ex-presidente Michel Temer (MDB) como exemplo de recuperação da confiança e de redução dos juros.
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