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Ministro evita falar de Flávio nos EUA: "Prefiro focar naquilo que pode dar resultado"

Ministro do Desenvolvimento, Márcio Elias Rosa comentou sobre a audiência pública realizada em Washington para debater o tarifaço

Por Estadão Conteúdo

Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, evitou falar sobre a participação do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), realizada em Washington, entre segunda (6), e terça-feira (7).

"Eu prefiro não falar absolutamente nada. Eu prefiro falar, absolutamente, apenas aquilo que, de fato, está ocorrendo, que é essa representação importante para a negociação", respondeu a jornalistas ao ser questionado se a atuação do senador poderia prejudicar o trabalho das autoridades brasileiras na negociação com os EUA. "Nós devemos focar agora, o prazo é curto, nós devemos focar naquilo que pode dar resultado positivo para o Brasil", prosseguiu o ministro.

Em relatório preliminar divulgado em 1º de junho, o USTR sugeriu a aplicação de sobretaxa de 25% sobre os produtos importados brasileiros, com exceção de grande parte dos produtos agropecuários. A audiência realizada nesta semana nos EUA integra as etapas finais da investigação feita pelo governo americano. A decisão sobre a eventual implementação das medidas está prevista para 15 de julho.

Questionado sobre o fato de o senador Flávio Bolsonaro ter tocado na questão do Banco Master na audiência desta terça, o ministro disse não ter tido conhecimento disso. E afirmou que o que importa são as participações de setores produtivos brasileiros empenhados na negociação. "Essas participações de brasileiros comprometidos com a questão econômica do Brasil é que tem, de fato, real valia", defendeu.

Márcio Elias voltou a dizer que o presidente Lula tem orientado que o governo brasileiro não saia da mesa de negociação. "Que nada nos retira desse campo de multilateralismo e do campo democrático. Com muito respeito ao que outros reivindicam, mas sem jamais substanciar dos interesses do Brasil. É isso que o presidente Lula nos pede todo dia", finalizou.