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Caso Master: Além de Jaques Wagner, o ex-sócio de Vorcaro, Augusto Lima, é alvo da PF

Banqueiro e dono do Banco Pleno, Augusto Lima chegou a ser preso nas fases iniciais da Operação Compliance Zero

Por Diario de Pernambuco

Ex-sócio de Daniel Vorcaro e dono do Banco Pleno, Augusto Lima

Além do senador e líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), a 9ª fase da Operação Compliance Zero também tem como alvo o banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro e dono do Banco Pleno. A nova fase da operação foi deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (18) para aprofundar a apuração das fraudes envolvendo o Banco Master.

Nas fases iniciais da Compliance Zero, Augusto Lima chegou a ser preso por suposto crime contra o mercado financeiro. Entre as acusações contra o banqueiro estavam estelionato e falsificação de documentos. De acordo com a PF, ele voltou a ser alvo de investigações após análises de mensagens encontradas em seu celular.

Em nota divulgada à imprensa, a defesa afirma que "as diligências realizadas pela Polícia Federal nesta data eram desnecessárias”. Ainda de acordo com o texto assinado pelos advogados Pedro Ivo Velloso, Eduardo Toledo e Sebástian Mello, “Augusto Lima está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração”.

“De todo modo, as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos. Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública", diz a nota.

Os agentes da PF estão cumprindo,ao todo, 18 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Bahia e no Distrito Federal. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Banco Pleno
Em fevereiro deste ano, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno, com extensão do regime especial à Pleno DTVM. Em agosto de 2025, o próprio BC aprovou a transferência do controle societário do banco Voiter, que fazia parte do conglomerado do Master, para Augusto Lima, passando a operar sob o nome de Banco Pleno.

A liquidação do banco afetou aproximadamente 160 mil clientes. A medida exigiu desembolso de R$ 4,9 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para cobrir os investidores da instituição.