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G7: Brasil lidera mobilização global para definir preparação para futuras pandemias

Em carta conjunta, o presidente Lula e o diretor-geral da OMS destacam a importância de concluir as negociações necessárias para viabilizar a entrada em vigor do Acordo Global sobre Pandemias

Por Diario de Pernambuco

Organização Mundial de Saúde

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, divulgaram, nesta segunda-feira (15/04) na França, uma carta aberta para os países participantes do G7.

O documento convoca os líderes das maiores economias do mundo a apoiarem a conclusão do Acordo Global sobre Pandemias. O Brasil preside as negociações sobre o anexo de Acesso a Patógenos e Partilha de Benefícios (PABS), etapa essencial para que os países possam ratificar e colocar o acordo, aprovado em 2025, em vigor.

Com isso, será possível converter os aprendizados deixados pela pandemia de Covid-19 em mecanismos permanentes de preparação, prevenção e resposta a futuras emergências sanitárias.

“O mundo precisa terminar o que começou”, diz a carta, salientando que uma próxima pandemia não vai esperar, em referência aos estudos avaliados por cientistas de há 25% de probabilidade de uma nova pandemia ocorrer na próxima década.

“Fizemos uma promessa aos milhões que perdemos e às famílias que ainda sentem a sua falta. Que sejamos a geração que cumpre essa promessa”, traz um trecho da carta.

Ministério da Saúde
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da articulação da carta junto à OMS. O objetivo é definir o quanto antes as regras para o compartilhamento rápido de informações sobre vírus, bactérias e outros agentes com potencial pandêmico.

Com o Acordo Global sobre Pandemias em vigor, se torna mais rápido o compartilhamento de informações sobre vacinas, medicamentos, testes diagnósticos e outras tecnologias em situações de emergência.

“O Sistema de Acesso a Patógenos e Partilha de Benefícios (PABS, na sigla em inglês) baseia-se num acordo diálogo simples e justo: aqueles que partilham rapidamente patógenos com potencial pandêmico devem poder confiar que as vacinas e os tratamentos resultantes dessa partilha também chegarão às suas comunidades”, diz a carta.

A próxima rodada de conversas sobre o anexo deve acontecer em julho. Na última reunião de negociação, em maio, os países não conseguiram chegar a um acordo sobre como compartilhar informações e benefícios.

Segundo a OMS e outras entidades, cerca de 20 milhões de pessoas morreram durante a pandemia de Covid-19. O Fundo Monetário Internacional estimou um prejuízo de mais de US$ 13 trilhões em perdas de produção.

“Com essa carta, o Brasil e a OMS buscam evitar a repetição das desigualdades observadas durante a Covid-19. Concluir essa parte fundamental do acordo representa um passo estratégico para fortalecer a segurança sanitária global”, afirma o ministro Alexandre Padilha.

“Esperamos que essa reunião do G7, com a presença do presidente Lula, possa sensibilizar os líderes mundiais”.