Raquel Lyra diz que impacto das chuvas em Pernambuco refletem falta de investimento e prevenção
Em entrevista ao Diario, Raquel Lyra defendeu mais recursos para encostas, habitação e obras estruturais diante do avanço das mudanças climáticas
Nesta segunda-feira (11), a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), afirmou que o estado precisa de investimentos “com ousadia e inovação” para enfrentar os impactos das fortes chuvas que vêm atingindo o estado.
Em entrevista ao Diario, a governadora destacou a necessidade de ampliação dos recursos destinados à contenção de encostas e obras de infraestrutura urbana. Segundo ela, o Governo de Pernambuco tem buscado apoio federal para avançar em áreas de risco já mapeadas.
“Estamos abrindo frente para pedir alternativas com ousadia, com inovação, para garantir às pessoas o direito de viver num estado mais seguro”, afirmou.
Raquel Lyra relatou ainda uma conversa com o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, durante visita à Região Metropolitana do Recife. De acordo com a governadora, o ministro ainda não conhecia de perto a realidade das áreas de morro da capital pernambucana.
“Cada ponto de lona é onde devia ter uma encosta”, disse, ao comentar os locais de risco espalhados pela cidade. Ela também destacou que, em alguns pontos onde ocorreram mortes durante períodos de chuva, sequer havia proteção provisória instalada.
A governadora afirmou que os pedidos feitos ao Governo Federal refletem necessidades urgentes da população pernambucana. “Nada do que eu pedi está fora da necessidade do povo”, declarou.
Durante a entrevista, Raquel Lyra também citou conversas com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, para compreender estratégias de enfrentamento a desastres climáticos.
Segundo ela, Recife está entre as regiões mais vulneráveis às mudanças climáticas. A governadora afirmou que os transtornos causados pelas chuvas não podem mais ser tratados como eventos isolados.
“O que acontece não é acidente, é falta de investimento”, afirmou. Para Raquel, os efeitos das mudanças climáticas tendem a se intensificar nos próximos anos, exigindo ações estruturais permanentes.
Ela defendeu investimentos em infraestrutura, habitação, dragagem e drenagem, além de políticas públicas voltadas à prevenção de desastres.