João Campos diz que segurança deve ser técnica e afirma: "Bandido não terá vez"
Em entrevista, pré-candidato ao Governo de Pernambuco apontou avanço de facções na Região Metropolitana e defendeu a liderança direta do governador no monitoramento diário de metas
Pré-candidato a governador de Pernambuco, João Campos (PSB) declarou que, sob sua gestão, a segurança pública “voltará a ser tratada com prioridade” e que “bandido não terá vez no estado”. As afirmações aconteceram nesta segunda-feira (13) em entrevista à rádio Alternativa FM de Agrestina, no Agreste.
Para ele, a segurança do estado precisa ser técnica, com liderança e monitoramento do governador, e sem politicagem. Em sua fala, o pré-candidato também criticou a atuação do atual governo que teria “desconvidado” a Prefeitura do Recife a participar do programa de segurança, que tinha assento permanente.
João disse ainda que sua estratégia estará dividida entre o "braço forte" do estado, com monitoramento diário e metas rígidas, e a "oportunidade", através de formação profissional e escolas nas áreas mais vulneráveis. Além disso, declarou que a Região Metropolitana do Recife está “extremamente delicada” com o crescimento de territórios tomados por grupos criminosos ligados ao Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) nos últimos anos.
“Por muito tempo, vimos o crime organizado entrar na Bahia, no Ceará e no Rio Grande do Norte; em Pernambuco, ele não tinha a presença maciça e estruturada que tem hoje, principalmente na RMR. E isso não vamos tolerar”, disse o pré-candidato.
Feminicídio
Além do combate às facções, João afirmou que terá um “compromisso inegociável” com a proteção da mulher. O pessebista disse que, se eleito, criará uma força-tarefa para zerar os inquéritos policiais em torno de crimes contra a mulher e acelerar julgamentos.
“A turma vai dizer: ‘Rapaz, lá em Pernambuco é diferente, viu? [Para] qualquer tipo de violência a turma lá tem uma força-tarefa que em 30 dias vai pra cima (judiciário)’. Isso tira o senso de impunidade, que se tem hoje no estado. Quantas mulheres com medidas protetivas tiveram suas vidas retiradas?”, disse o pré-candidato.
Usando o Recife como exemplo, João citou o uso de Inteligência Artificial (IA) na rede de saúde da capital. Segundo ele, a IA analisa prontuários médicos para identificar possíveis padrões de comportamento de mulheres vítimas de violência doméstica.
“Identificamos que, antes de um feminicídio, há uma procura acentuada de unidades de saúde por vítimas de violência doméstica com queixas de ansiedade ou pressão alta. Criamos um protocolo onde um alerta aparece na tela do médico, facilitando a abordagem e o acolhimento. O estado não tem isso hoje, mas eu vou ter a oportunidade de fazer”, afirmou.