"A gente tem que trabalhar a unidade do campo democrático", diz Teresa Leitão sobre eleição presidencial
A senadora Teresa Leitão (PT) opina sobre o cenário político estadual e nacional, prospectando sobre as prioridades no senado para o ano de 2026
“Pernambuco é o único estado que tem dois senadores do PT, e isso não foi a ferro e fogo, isso foi construção política, com o PSB e com a Frente Popular”. Nesta terça-feira (27), a senadora Teresa Leitão (PT) falou sobre a importância da unificação no campo democrático, mencionando também a projeção de um ano eleitoral polarizado em reflexo ao cenário de fragmentação de lideranças políticas.
“Não acho que a direita está se dividindo por estratégia, eu acho que ela está se dividindo por contingências”, opinou a senadora, em entrevista à Rádio Folha, sobre o atual cenário da direita brasileira, com projeções de pré-candidaturas dos direitistas Ratinho Jr (PSD), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo).
Nessa conjuntura, a senadora explicou a importância da busca por unidade para o PT e para esquerda, em contraponto à direita. “A gente tem que trabalhar muito a unidade do campo democrático, esse é o grande desafio que a candidatura do presidente Lula enfrenta”.
A petista explicou que o foco do partido, além da reeleição de Lula, estará no crescimento do congresso em aliados. “Todo mundo está de olho no congresso. Desejamos firmar os desejos do PT de forma nacional, com a reeleição de Lula, de Humberto Costa e com a ampliação das bancadas. A gente vive num regime presidencialista mas de coalizão total, não dá pra governar sozinho. As relações entre o poder executivo e o poder legislativo estão muito carcomidas”.
Durante a entrevista, Leitão ainda contou que conversou com o prefeito João Campos (PSB), provável pré-candidato ao governo do Estado, e que não tem dúvidas que uma das vagas da Frente Popular para o Senado na chapa de João seja de Humberto Costa, “e é vaga para ganhar”. Quando questionada sobre a segunda vaga, a senadora afirma ter dúvidas.
Ao fim da entrevista, a parlamentar ainda respondeu perguntas sobre a representatividade de mulheres na política e que posição Marília Arraes (Solidariedade) poderia ocupar nas eleições de 2026. Explicou, “Marília é uma candidata fortíssima, ninguém nega isso, mas as conjecturas que podem a levar a não ser senadora – podem levar, não tem nada definido – não são porque ela é mulher, mas por composições partidárias”.