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Moraes brinca que perdeu jogo do Corinthians devido à duração do voto de Fux

Luiz Fux durou cerca de 12 horas para expor todos os votos sobre os oito réus

Por Adelmo Lucena

Relator do caso, ministro Alexandre de Moraes é o primeiro a votar no julgamento do núcleo 1 da trama golpista no STF

Durante a fase de dosimetria no julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado e mais quatro crimes, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), queixou-se em tom de brincadeira da longa duração do voto do colega Luiz Fux.

Segundo Moraes, a intervenção de Fux, na quarta-feira (10), o impediu de assistir a grande parte da partida entre Corinthians e Athletico Paranaense.

“Eu prometo à vossa excelência que eu não farei a maldade que me fizeram ontem de me fazer perder quase dois terços do jogo do Corinthians X Atlético Paranaense. Eu cheguei em casa e já estava 2X0, para minha felicidade, mas perdi aquele momento de felicidade dos dois gols”, disse Moraes nesta quinta-feira (11), ao receber a palavra do presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin.

Entre risos, Moraes ainda relembrou um episódio em que levou o ministro Flávio Dino a uma partida do Corinthians, obrigando-o a vestir a camisa do clube. “E, para aqueles que não se recordam, eu fiz o ministro Flávio Dino vestir uma camisa do Corinthians no Estádio Arena, junto com os dois filhos que são corinthianos”, contou.

Condenação histórica

Na mesma sessão, a Primeira Turma do STF fixou a pena de 27 anos e 3 meses de prisão para Jair Bolsonaro, reconhecendo sua participação em uma tentativa de golpe de Estado e em mais quatro crimes ligados à trama que buscava minar o processo democrático.

Com os votos de Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, que acompanharam o relator Alexandre de Moraes e o ministro Flávio Dino, formou-se maioria pela condenação de Bolsonaro e dos demais integrantes do núcleo central da conspiração.

O único a divergir foi Luiz Fux, que apresentou um voto longo e detalhado pela absolvição do ex-presidente. Antes da manifestação da ministra Cármen Lúcia, o placar estava em dois a um pela condenação.