Trump acusa a Ucrânia de elevar preço do petróleo com ataques a refinarias russas
Trump atribui à Ucrânia a responsabilidade pela escalada dos preços dos combustíveis no mercado
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a retomada dos ataques da Ucrânia contra refinarias russas é uma vergonha, subindo mais uma vez o tom contra o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Trump atribui à Ucrânia a responsabilidade pela escalada dos preços dos combustíveis no mercado - um fator que impacta as eleições intercalares nos EUA, marcadas para 3 de novembro - e criticou duramente os bombardeios ucranianos contra refinarias da Rússia.
"Tudo o que ele faz é elevar o preço mundial do petróleo. Bem, acho que isso é uma vergonha. Há muitos alvos que podem ser atingidos, mas quando se ataca refinarias onde se produz gasóleo - algo de que nós e o mundo precisamos -, então não está prestando um bom serviço ao mundo", acusou Trump, após a Ucrânia ter atingido uma refinaria da Rosneft, no sudeste de Moscou, que ajuda a abastecer a capital russa.
A Ucrânia atacou a refinaria de petróleo russa depois de Zelensky ter avisado que iria suspender um cessar-fogo às instalações energéticas - anunciado anteriormente por Trump. O líder ucraniano justificou que a Rússia não cumpriu a trégua, mas também criticou a disponibilidade do presidente norte-americano para fechar acordos com o Kremlin.
Recentemente foi firmado um acordo entre Washington e Moscou para liberar a importação de óleo diesel russo aos mercados americano e global. Os EUA suspenderam as restrições às exportações russas do combustível até abril de 2027, mas mantendo outras sanções referentes aos ativos congelados. Para Trump, a medida visa conter os preços dos combustíveis e a inflação norte-americana decorrente da crise no Oriente Médio, aliviando o custo de vida antes das eleições de meio de mandato (midterms) nos EUA.
Entretanto, a inesperada trégua energética anunciada no domingo passado por Trump não produziu efeitos concretos, uma vez que a Rússia continuou a atacar a infraestrutura energética da Ucrânia. O Kremlin também não chegou a confirmar ter concordado em interromper as ofensivas contra as infraestruturas energéticas. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, se limitou a dizer que os contatos continuavam.
Já o abastecimento de gasolina e diesel na Rússia ficou desestabilizado devido aos frequentes ataques ucranianos contra refinarias russas nas últimas semanas.