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Presidente de Israel quer condecorar passageiros que impediram catástrofe em voo da flydubai

Avião da companhia emiradense flydubai teve que fazer um pouso de emergência na Arábia Saudita, quando seguia para Tel Aviv, devido a um confronto entre os pilotos

Por AFP

Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, encontra-se com Yaniv, um dos passageiros que conseguiram invadir a cabine de comando da aeronave da Flydubai

O presidente de Israel, Isaac Herzog, anunciou nesta quinta-feira (1) que pretende conceder um prêmio de "heroísmo" aos quatro passageiros israelenses que, na quarta-feira (30), dominaram um copiloto da companhia aérea flydubai e impediram que ele derrubasse o avião.

"Quero apresentar seu ato de heroísmo ao comitê consultivo do Prêmio Presidencial de Heroísmo Cidadão e recomendarei que seja concedido", afirmou Herzog em um comunicado. "Vocês se colocaram em risco para salvar outras pessoas e evitaram um terrível desastre", acrescentou o presidente.

Os quatro israelenses demonstraram "iniciativa, coragem e responsabilidade coletiva em um momento de perigo extremo" e conseguiram "evitar uma grande catástrofe", destacou.

O presidente israelense informou que três deles, Yaniv Hayoun, Zvika Manes e Asaf Rajuan, dominaram um dos pilotos, que havia esfaqueado seu colega, na cabine de comando.

O quarto, um médico chamado Shota Musayev, atendeu o piloto ferido para mantê-lo vivo até o pouso da aeronave.

Na manhã de quarta-feira, o avião da companhia emiradense flydubai teve que fazer um pouso de emergência na Arábia Saudita, quando seguia para Tel Aviv, devido a um confronto entre os pilotos.

Vários políticos israelenses e passageiros afirmaram que um dos pilotos esfaqueou o outro piloto e tentou derrubar o avião.

O Prêmio Presidencial de Heroísmo Cidadão é uma distinção civil criada após os ataques do movimento islamista palestino Hamas em território israelense em 7 de outubro de 2023.

A premiação "honra indivíduos que atuaram com heroísmo excepcional, colocando suas vidas em perigo e movidos por um senso de responsabilidade, para salvar vidas humanas", segundo a Presidência israelense.