Inundações deixam ao menos 16 mortos na Tailândia e em Mianmar
Tradicionalmente, setembro é o mês mais chuvoso na Tailândia, mas muitos moradores consideram que este ano está pior do que os anteriores
Chuvas torrenciais deixaram um rastro de destruição e inundações na Tailândia e em Mianmar, com um balanço de pelo menos 16 mortos e dezenas de desaparecidos entre os dois países, informaram as autoridades locais nesta segunda-feira (28).
Tradicionalmente, setembro é o mês mais chuvoso na Tailândia, mas muitos moradores consideram que este ano está pior do que os anteriores.
Mais de 500.000 casas e 1,7 milhão de pessoas de 27 províncias do país do sudeste asiático foram afetadas pelas inundações, segundo o Departamento de Prevenção e Mitigação de Desastres (DPMD). Outras 52.000 residências sofreram danos em Bangcoc.
Além disso, oito pessoas morreram desde 16 de setembro, informou o governo tailandês nesta segunda-feira.
Até o momento, não há registro de vítimas fatais em Bangcoc. O DPMD indicou que o nível da água se estabilizou na cidade.
Em Mianmar, um dos dez países mais vulneráveis às mudanças climáticas, segundo a ONG alemã Germanwatch, a situação também é crítica.
Pelo menos oito pessoas morreram e 30 são consideradas desaparecidas em consequência das inundações e deslizamentos de terra no sul do país, anunciaram os socorristas nesta segunda-feira.
Entre as vítimas estão três adolescentes que haviam se refugiado em um mosteiro. Eles foram arrastados por um deslizamento de terra que destruiu 18 prédios, afirmou Hein Htet, da associação 'People's Administration Team'.
"Ainda há pessoas e vilarejos na zona de risco", acrescentou.
As autoridades ainda não divulgaram um balanço oficial no país em que a guerra civil complica as operações de resgate.
Algumas localidades só podem ser acessadas a pé, descreveu por telefone à AFP Myo Min, presidente de uma organização de ajuda.