Israel mata menina de 10 anos em ataque na Palestina
Entre os quatro mortos também está um filho do diretor-geral do Ministério da Saúde de Gaza
Pelo menos quatro pessoas morreram em Gaza atingidas por disparos israelenses, entre elas uma menina de dez anos e o filho de um alto funcionário do governo, informou o Ministério da Saúde do território palestino, que opera sob autoridade do movimento Hamas.
A menor morreu ao norte do campo de Nuseirat, no centro da Faixa de Gaza, destacou o organismo.
Em um ataque aéreo também morreu Baseer al-Barsh, filho de Munir al-Barsh, diretor-geral do Ministério da Saúde de Gaza.
A ação foi direcionada contra um acampamento para deslocados em Jabalia, no norte da Faixa de Gaza, informou o ministério.
Além disso, dois palestinos morreram e vários outros ficaram feridos em dois ataques separados perto da Cidade de Gaza, segundo o hospital Al Shifa de Gaza e a Defesa Civil do território.
O exército israelense não respondeu de imediato a um pedido de informações da AFP sobre os ataques.
Em outubro, Israel acordou um cessar-fogo negociado pelos Estados Unidos, mas desde então avançou mais em Gaza.
O primeiro-ministro israelense, Benjamín Netanyahu, prometeu não se retirar deste território até que o Hamas entregue todas as suas armas, após os ataques de 7 de outubro de 2023 contra de Israel.
Este ataque deixou 1.221 mortos, segundo um balanço da AFP com base em dados oficiais israelenses.
Os milicianos também levaram para Gaza 251 reféns, 44 dos quais já falecidos.
A ofensiva maciça de Israel em resposta a este ataque deixou a maior parte de Gaza em ruínas e provocou a morte de mais de 73.800 pessoas, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.
Os ataques israelenses mataram cerca de 1,3 mil pessoas desde que foi anunciado o cessar-fogo no ano passado, segundo o Ministério da Saúde do território, cujos dados geralmente são considerados confiáveis pela ONU.
O exército israelense identificou cinco mortos em suas fileiras no mesmo período, além da morte de um civil terceirizado.