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Aliados da Ucrânia vão fornecer defesas aéreas ao país

A medida atende a um pedido frequente do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky

Por Isabel Alvarez

Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia

A Coligação da Boa Vontade para a Ucrânia, composta por cerca de 30 países, comprometeu-se nesta data a reforçar urgentemente as defesas aéreas do país. A medida atende a um pedido frequente do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que alertou diversas vezes sobre a grave escassez de interceptores para abater mísseis balísticos russos.

“Os países aliados de Kiev expressaram a sua determinação em aumentar o apoio militar à Ucrânia, reforçar urgentemente as suas defesas aéreas, intensificar a cooperação com a sua indústria de defesa e compartilhar tecnologias relevantes, incluindo por meio da Coligação de Mísseis Antibalísticos", informou a declaração conjunta assinada por Alemanha, Reino Unido e França.

A Comissão Europeia também anunciou 6,1 bilhões de euros em novas aquisições de material de defesa para a Ucrânia, cobrindo sistemas de defesa aérea e antimíssil, mísseis, munições e radares. O novo pacote soma-se a 16 bilhões de euros em planos de compras já aprovados, dos quais 8,35 bilhões já foram desembolsados.

“Diante da intensificação dos ataques russos, a União Europeia está reforçando o apoio a Kiev para ajudar a Ucrânia a proteger a sua população e a defender o seu espaço aéreo", declarou Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia.

O anúncio ocorreu no Dia da Independência da Ucrânia. "Acabo de chegar a Kiev para assinalar a data histórica do Dia da Independência da Ucrânia. É um orgulho estar aqui numa data tão importante, que reafirma o apoio inabalável da União Europeia. A Ucrânia é uma nação livre e corajosa. A sua luta é também a nossa luta", afirmou António Costa, presidente do Conselho Europeu.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, também chegou a Kiev e prometeu manter o apoio de longo prazo à Ucrânia, apesar das ameaças feitas pela Rússia, já que o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, acusou o Reino Unido de atuar para impedir qualquer progresso rumo a um acordo de paz e de estar envolvido diretamente no conflito ao lado do governo ucraniano.