China responde EUA que sanções contra o Irã não são solução
Declaração foi feita um dia após o governo dos Estados Unidos exigir que seus aliados e a China se unam à operação de punição econômica contra o Irã
Pequim afirmou nesta sexta-feira (21) que "sanções e pressões" não são a solução, um dia após o governo dos Estados Unidos exigir que seus aliados e a China se unam à operação de punição econômica contra o Irã.
"As sanções e as pressões não permitirão resolver o problema", disse em uma entrevista coletiva o porta-voz da diplomacia chinesa, Lin Jian.
"A China incentiva todas as partes envolvidas a adotar medidas responsáveis e a resolver o problema por vias políticas e diplomáticas", acrescentou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.
A China é um importante parceiro econômico do Irã. Antes da guerra iniciada por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, a potência asiática comprava mais de 80% das exportações de petróleo iraniano, segundo a empresa de análise Kpler.
Na quinta-feira, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou, ao comentar a estratégia contra o Irã, que os aliados dos Estados Unidos estão "conosco ou contra nós".
"Qualquer vínculo remanescente com Teerã apressará o desaparecimento econômico de uma nação, seja este vínculo estabelecido deliberadamente ou conscientemente ignorado", afirmou Bessent na rede social X.
Trump e Bessent não detalharam as medidas que planejam contra o Irã. O secretário do Tesouro disse que explicará o cenário em uma entrevista coletiva na segunda-feira.
O Irã acusou os Estados Unidos de "terrorismo econômico" e de "crimes contra a humanidade".