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Novo ataque russo contra Kiev e arredores deixa pelo menos três mortos

Na periferia nordeste de Kiev, os ataques russos deixaram três mortos, entre eles uma criança, e três feridos na localidade de Pukhivka

Por AFP

Prédio em chamas após ataques com mísseis balísticos russos na região de Kiev, em meio à invasão russa da Ucrânia

Bombardeios russos em Kiev e seus arredores deixaram pelo menos três mortos e sete feridos na madrugada deste sábado (8), em um momento em que a Ucrânia enfrenta a intensificação dos ataques com mísseis por parte da Rússia.

Um jornalista da AFP ouviu por volta de 00h00 cerca de dez explosões na capital ucraniana, onde foi pedido aos moradores que se dirigissem a abrigos.

Pouco antes, a administração militar local havia anunciado o início de um "alerta aéreo devido ao uso de mísseis balísticos".

Na periferia nordeste de Kiev, os ataques russos deixaram três mortos, entre eles uma criança, e três feridos na localidade de Pukhivka, segundo os serviços de emergência.

Na própria capital, as autoridades militares registraram quatro feridos, enquanto as equipes de resgate relataram incêndios em dois bairros.

Mais de quatro anos após o início da invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022, os ataques se intensificaram dos dois lados da linha de frente, provocando um número cada vez maior de vítimas civis.

Na quarta-feira, ao menos 17 pessoas morreram em bombardeios noturnos russos contra Kiev e sua região.

A defesa antiaérea ucraniana não conseguiu interceptar nenhum míssil devido à falta de interceptadores, que o presidente Volodimir Zelensky vem pedindo aos aliados ocidentais que forneçam.

Zelensky, que intensificou suas viagens ao exterior para consolidar o apoio internacional ao seu país, chegou na noite de sexta-feira à Sérvia para sua primeira visita ao tradicional aliado de Moscou desde o início do conflito.

Neste sábado, ele se reunirá com seu par Aleksandar Vui para discutir a economia e “questões de segurança”.

No fim de julho, viajou a Washington para se reunir com Donald Trump e tentar obter sistemas de defesa Patriot, os únicos capazes de interceptar os mísseis russos mais avançados.

Segundo o jornal Financial Times, Trump rejeitou o pedido devido à escassez desses interceptadores nos estoques de Washington desde o início da guerra no Oriente Médio, no fim de fevereiro.

Esse novo ataque russo contra Kiev ocorreu também no momento em que senadores dos Estados Unidos aprovaram, na sexta-feira, novas sanções contra a Rússia, voltadas especialmente para a indústria de hidrocarbonetos.