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NASA confirma que destroços do foguete da SpaceX atingiram a Lua

De acordo com a NASA, a colisão aconteceu devido a uma combinação de atividade solar e das forças gravitacionais que alteraram a trajetória do objeto

Por Isabel Alvarez

Foguete da SpaceX

A agência espacial norte-americana NASA confirmou que uma parte superior de um foguete da empresa espacial SpaceX colidiu hoje de forma não planejada com a superfície lunar. Mas, a NASA destacou que o impacto não representa qualquer perigo para a Terra nem para qualquer equipamento que se encontre na Lua.

De acordo com a NASA, a colisão aconteceu devido a uma combinação de atividade solar e das forças gravitacionais que alteraram a trajetória do objeto. Esta parte superior do foguete que colidiu na Lua resultou de um lançamento realizado em 2025 que permitiu colocar em órbita o módulo de aterragem Blue Ghost One, da empresa norte-americana Firefly Aerospace, como parte da iniciativa CLPS (Commercial Lunar Payload Services) da NASA, um programa de serviços comerciais para transportar cargas científicas e tecnológicas para a superfície lunar.

"A NASA não planejou deliberadamente que esta parte superior colidisse com a Lua", informou um porta-voz da agência, indicando que este tipo de eliminação de equipamento é uma prática aceita nas operações lunares.

"Na realidade, este é um método tecnicamente aceito e seguro para descarte de equipamentos em órbita lunar baixa", acrescentou.

A agência espacial também explicou que alguns operadores optam por terminar as suas operações fazendo com que os equipamentos impactem na superfície lunar, porque é uma estratégia previsível e verificável para eliminar equipamento no fim da sua vida útil.

“A Lua funciona como um laboratório natural para estudar processos que ocorrem em todo o sistema solar, por causa da ausência de atmosfera e à sua superfície permanecer estável durante longos períodos. O estudo deste tipo de impactos permite aos cientistas analisar a formação de crateras, um fenômeno que ocorre em diferentes corpos do sistema solar. Ao fazer tocar um objeto de tamanho conhecido a uma velocidade conhecida contra a superfície lunar, isso pode ajudar os cientistas a compreender o processo de formação de crateras por impacto e que tipo de cratera resulta de um impacto desse tamanho", disse o porta-voz.

Além disso, a NASA sublinhou que os astronautas da missão Artemis II observaram este ano, durante um sobrevôo lunar de poucas horas, vários fenômenos de impacto, incluindo clarões de impactos ativos ou crateras a se formarem na superfície. "Meteoritos, asteróides, cometas e outros objetos colidem com a Lua a toda a altura", completou.