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Epidemia de ebola se propaga rapidamente no Congo, alerta OMS

De acordo com o último relatório da OMS, até agora foram confirmados 896 casos na RDC, incluindo 232 mortes

Por AFP

Vista geral do cemitério de Nyamurongo, localizado no bairro de Ndibakodu, República Democrática do Congo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta sexta-feira (19) que a epidemia de ebola na República Democrática do Congo (RDC) se propaga rapidamente, apesar do aumento dos esforços para combater o vírus.

Segundo a OMS, as equipes de saúde ainda correm contra o tempo para enfrentar o agravamento da situação no nordeste do país.

"O surto continua grave" e está "evoluindo muito rápido", declarou Marie-Roseline Belizaire, responsável por emergências para a África na OMS, que alertou para uma "transmissão acelerada".

O surto foi declarado em 15 de maio, embora a transmissão da rara cepa Bundibugyo do vírus tenha passado despercebida durante algum tempo.

De acordo com o último relatório da OMS, até agora foram confirmados 896 casos na RDC, incluindo 232 mortes, com 21 novos casos registrados nas últimas 24 horas.

O surto se concentra na província de Ituri, assolada pelo conflito, que acumula mais de 90% dos casos conhecidos, embora também tenha se espalhado para as províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul.

Belizaire afirmou que a epidemia avança com tanta rapidez que as equipes são obrigadas a acelerar a resposta para não perder o ritmo.

No entanto, houve aumento da disponibilidade de leitos de tratamento para pacientes com ebola, de zero para mais de 500.

As equipes de vigilância agora investigam quase 400 alertas diários e podem realizar mais de 2.000 testes por dia.

Também foram intensificados os esforços para rastrear os contatos de casos conhecidos, que já alcançam 75% do total.

A OMS indicou que é necessário localizar 95% dos contatos para controlar o surto.

O ebola se propaga por contato próximo com fluidos corporais infectados, e uma melhor detecção permite que as equipes de resposta realizem enterros seguros e dignos, reduzindo, assim, o "risco muito elevado" associado ao manejo de corpos infectados por familiares.