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Trump avisa que novos ataques contra o Irã nesta noite serão ainda maiores

Trump ainda acrescentou que os EUA vão assumir o controle da ilha de Kharg e de outras infraestruturas petrolíferas iranianas

Por Isabel Alvarez

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Nesta quinta-feira (11), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou em uma entrevista a emissora Fox News que as forças norte-americanas vão realizar novos ataques contra o Irã durante esta noite, prometendo que a ofensiva será maior e mais poderosa.

"Os Estados Unidos vão atingir o Irã, cuja Marinha, Força Aérea, radares, defesa antiaérea e todas as outras formas de defesa, juntamente com grande parte da sua capacidade ofensiva, desapareceram! COM TODA A FORÇA ESTA NOITE", ameaçou Trump numa publicação na sua rede social Truth Social.

Trump ainda acrescentou que os EUA vão assumir o controle da ilha de Kharg e de outras infraestruturas petrolíferas iranianas.

"Num futuro não muito distante, iremos assumir o controle da ilha de Kharg e de outras infraestruturas petrolíferas, passando a controlar totalmente os seus mercados de petróleo e gás, tal como fizemos com a Venezuela, algo que está a resultar de forma brilhante tanto para a Venezuela como para os EUA", detalhou

A pequena ilha de Kharg, situada no Golfo Pérsico, é uma peça-chave para a economia iraniana e concentra cerca de 90% das exportações de petróleo bruto do país.

Trump também disse que os EUA teriam capacidade para entrar no território iraniano e assumir o controle de todo o país. No entanto, assegurou que não pretende enviar tropas para o terreno.

"Podíamos entrar lá amanhã. Poderíamos enviar soldados. Não quero ter tropas no terreno, mas, se quisesse, poderíamos enviar um pequeno grupo de soldados e assumir o controle de todo o território", afirmou.

Enquanto isso, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyyed Abbas Araghtchi, anunciou que conversou hoje com a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas.

Araghtchi condenou firmemente os recentes ataques norte-americanos contra o seu país, classificando-os como uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas e do direito internacional. “Estas ações tornaram sem efeito o cessar-fogo”, acusou, responsabilizando Washington pelas consequências perigosas que podem resultar da escalada do conflito.

Segundo publicação do jornal francês Le Monde, Araghtchi alertou que o silêncio dos países membros da ONU perante os ataques conduzirá a um aumento da insegurança regional e mundial.

Após os novos ataques e contra-ataques entre quarta e quinta-feira, Kallas reiterou com Araghtchi a necessidade de uma solução diplomática. "Um regresso à guerra em grande escala teria um custo tremendo para toda a região", apontou.


Por sua vez, o principal comando militar do Irã, o Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya, afirmou que os EUA receberão uma resposta mais severa do que antes se atacarem o país, logo depois de Trump ter dito que os EUA voltariam a atacar o Irã. "Considerando as recentes ameaças dos EUA contra as infraestruturas petrolíferas do Irã, ou as exportações de petróleo e gás serão para todos ou não estarão disponíveis para ninguém", avançou o comando num comunicado divulgado pelos meios de comunicação estatais, acrescentando que a guerra se tornaria mais generalizada e extensa, causando insegurança na região.


Já o principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, que é o presidente do parlamento do Irã, advertiu que os EUA estão se expondo a um atoleiro sem fim.


"Estratégias inadequadas e decisões impulsivas vão piorar a situação, destruir a infraestrutura energética, provocar a explosão dos mercados e os mergulhar num lamaçal sem fim do qual não conseguirão sair durante anos", escreveu na rede social X, acrescentando: "Vão descobrir um Irã diferente".