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FMI alerta que o mundo deve enfrentar tempos difíceis

Para a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, o impacto da guerra na economia mundial já é considerável, mesmo que o conflito venha a ser de curta duração

Por Isabel Alvarez

FMI/Divulgação

Nesta quarta-feira (15), no terceiro dia consecutivo das reuniões do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, em Washington, nos Estados Unidos, a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, avisou que, se a guerra no Irã continuar, o mundo deve se preparar para enfrentar tempos difíceis.

"Se o conflito persistir e todos os preços se mantiverem elevados durante um período prolongado, o mundo deve se preparar para tempos difíceis. O impacto da guerra na economia mundial já é considerável, mesmo que o conflito venha a ser de curta duração, devido aos danos extensos sofridos pelas infraestruturas de produção de hidrocarbonetos no Oriente Médio e às interrupções nas cadeias de abastecimento causadas pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, que impulsionam a subida dos preços e desaceleram o crescimento global", afirmou Georgieva.

A diretora também assinalou que o novo relatório de Perspectivas Econômicas Globais, publicado ontem pelo FMI, refletiu uma redução nas previsões de crescimento global de pelo menos doiss décimos para este ano.

“O FMI está preocupado com a ruptura física nas cadeias de abastecimento que já se observa, especialmente na Ásia, uma região altamente dependente das importações provenientes do Golfo. Estão ocorrendo situações de escassez, não só de petróleo e gás, mas também de nafta ou hélio, que já gera certas perturbações. E temos de reconhecer que esta situação não se dissipará da noite para o dia, nem mesmo se a guerra terminar amanhã", disse.

Georgieva apontou os efeitos assimétricos do conflito, que deixa economias emergentes altamente dependentes das exportações energéticas, muito mais expostas.

A responsável reiterou também a mensagem que já começou a enviar com insistência na semana passada aos bancos centrais, para que se mantenham muito atentos à evolução dos preços e a não se precipitem no endurecimento das políticas monetárias.