Secretário da Defesa dos EUA pede mais 200 bilhões para guerra
Segundo estimativas do Pentágono, os EUA gastaram mais de 11,3 bilhões de dólares nos primeiros seis dias da guerra contra o Irã.
O secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, anunciou hoje que o Pentágono vai solicitar ao Congresso dos Estados Unidos cerca de 200 bilhões de dólares adicionais para financiar a guerra contra o Irã.
O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou o valor como um pequeno preço a pagar para fornecer às Forças Armadas tudo o que precisam e grandes quantidades de munições. Mas, negou que no país falte armamento, argumentando que o governo está sendo criterioso com os seus gastos. "Estamos pedindo por vários motivos, que vão além até do que estamos a discutir sobre o Irã. Munições em particular, no que diz respeito ao armamento de alta qualidade, temos bastantes, mas estamos a preservá-las. Queremos estar na melhor forma possível, a melhor forma em que já estivemos. É um pequeno preço a pagar para garantir que nos mantemos no topo", indicou.
Hegseth justificou que o valor, aprovado pela Casa Branca, objetiva assegurar recursos para as operações em curso e futuras no conflito, que já entrou na terceira semana. "Voltaremos ao Congresso e aos nossos representantes para garantir que temos financiamento adequado. Um investimento desta magnitude tem precisamente este propósito: repor todo o material militar usado. É preciso dinheiro para matar os bandidos", afirmou.
O jornal The Washington Post reportou que o montante que será pedido representa um aumento substancial no orçamento anual do Departamento de Defesa, que ronda os 900 bilhões de dólares, o mais alto até então.
De acordo com estimativas do Pentágono, compartilhadas com o Congresso e citadas pelo jornal The New York Times, os EUA gastaram mais de 11,3 bilhões de dólares nos primeiros seis dias da guerra contra o Irã.
O Pentágono também declarou que o Comando Central dos EUA avança cada vez mais em território iraniano, mas Hegseth recusou dizer aos jornalistas quando ou como a guerra poderá terminar. "A decisão final caberá ao presidente. Portanto, não há prazo definido. Mas estamos no caminho certo. Os objetivos dos EUA permanecem inalterados, dentro do previsto e em conformidade com o plano", afirmou.
No entanto, a liberação dos 200 bilhões de dólares precisa tramitar e ser aprovado no Congresso, que deve encontrar resistência por parte de alguns deputados que são contra o conflito. Uma vez, que alguns republicanos moderados, que são fundamentais para a aprovação deste orçamento, já expressaram ceticismo em relação ao pedido.
"É consideravelmente maior do que eu imaginava, mas não sei como está discriminado", disse a senadora Susan Collins, republicana do Maine e presidente da Comissão de Orçamento da Câmara.
A senadora Lisa Murkowski, republicana do Alasca, disse que a Administração Trump deve fazer um esforço mais concentrado para dialogar com o Congresso sobre a guerra antes que tal pedido pudesse ser aprovado. “Não se pode simplesmente chegar aqui com uma fatura e dizer paguem isto e esperar ter uma grande cooperação daqui para frente”, apontou.