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Mais de 50 mil brasileiros vivem em países afetados por escalada de conflito no Oriente Médio

Esse número que não inclui eventuais turistas ou pessoas em viagem temporária, segundo Ministério das Relações Exteriores do Brasil. EUA e Israel atacaram Irã, que revidou a atingiu outras nações

Por Diario de Pernambuco

Mapa mostra países do Oriente Médio

Dados do Ministério das Relações Exteriores apontam que 52.545 brasileiros vivem em países envolvidos na escalada do conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Esse número que não inclui eventuais turistas ou pessoas em viagem temporária.

A maior comunidade brasileira está no Líbano, com 22.000 pessoas.

Em seguida, aparecem Israel (14.000), Emirados Árabes Unidos (10.365), Jordânia (3.500), Catar (2.000), Bahrein (300), Kuwait (280) e Iraque (100).

Também vivem brasileiros no Catar (2 mil), Bahrein (300), Kuwait (280) e Iraque (100), além de 85 no próprio Irã, alvo direto da ofensiva inicial de Estados Unidos e Israel.

Ao todo, o Oriente Médio abriga 63.685 brasileiros, segundo o levantamento mais recente do Ministério das Relações Exteriores.

Turismo e comércio

Nos Emirados Árabes Unidos fica o aeroporto de Dubai, um dos mais movimentados do mundo, com conexões para praticamente todo o planeta . A cidade é também um destino turístico de luxo.

O país concentra 10.365 brasileiros. Segundo o Banco Mundial, ao menos 74% da população local é formada por migrantes, e a ONU classifica o país como um dos que têm maioria de residentes nascidos no exterior.

Os Emirados também estão entre os principais parceiros comerciais do Brasil entre os países árabes. Em 2024, o Brasil exportou US$ 4,5 bilhões ao país, alta de 43,7% em relação a 2023.

As importações somaram US$ 898,6 milhões. Açúcar, carne de frango e carne bovina lideram as exportações brasileiras, enquanto o petróleo é o principal item importado.

A Jordânia abriga 3.500 brasileiros e também foi impactada por ataques iranianos.

As relações diplomáticas entre Brasil e Jordânia datam de 1959, com a abertura da legação brasileira em Amã. Em 1984, os dois países abriram embaixadas nas respectivas capitais.

A Jordânia é considerada parceira relevante para a atuação brasileira no Oriente Médio. O país tem papel de destaque na busca por soluções políticas para conflitos regionais e no acolhimento de refugiados.

O intercâmbio comercial é tradicionalmente superavitário para o Brasil. Em 2024, o fluxo bilateral atingiu US$ 650,7 milhões, com exportações brasileiras de US$ 540,3 milhões, principalmente carnes de aves, café e carne bovina.