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Governo brasileiro condena ataque dos EUA e Israel ao Irã: "Grave preocupação"

Segundo nota oficial, embaixadas acompanham as ações militares com foco nas comunidades brasileiras nos países envolvidos

Por Ester Marques e AFP

Brasil condena ataques ao Irã neste sábado

O governo brasileiro condenou, neste sábado (28), o ataque conjunto dos Estados Unidos e Israel ao Irã, e defendeu a negociação entre as partes.

"O Governo brasileiro condena e expressa grave preocupação com os ataques realizados hoje (28/2) por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã. Os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região", diz trecho da nota do Itamaraty.

Após semanas de ameaças, Estados Unidos e Israel lançaram, neste sábado (28), um ataque "de grande envergadura" contra o Irã, onde foram registradas explosões em Teerã e em outras cidades.

Leia o comunicado do governo brasileiro

"O Governo brasileiro condena e expressa grave preocupação com os ataques realizados hoje (28/2) por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã. Os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região.

O Brasil apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil.

As embaixadas do Brasil na região acompanham os desdobramentos das ações militares, com particular atenção às necessidades das comunidades brasileiras nos países afetados. Recomenda-se aos brasileiros que estejam atentos às orientações de segurança das autoridades locais nos países onde morem ou se encontrem.

O Embaixador do Brasil em Teerã está em contato direto com a comunidade brasileira, a fim de transmitir atualizações sobre a situação e orientações de segurança."

Ataques

Entre os alvos atacados pelos EUA e por Israel estão o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, no poder desde 1989, e o presidente Masoud Pezeshkian, segundo a rádio-televisão pública israelense.

Foram registradas explosões em Teerã e em outras cidades.

"Este regime terrorista não pode nunca ter uma arma atômica", disse o presidente americano, Donald Trump, ao anunciar o ataque. O presidente republicano apresentou esta campanha "maciça" como uma "missão nobre", e admitiu que seu país poderia sofrer baixas.

O Irã respondeu lançando mísseis e drones contra Israel e ataques contra bases americanas em vários países da região, afirmou a Guarda Revolucionária.

Correspondentes da AFP reportaram explosões em Jerusalém, mas também em outros países da região, como Emirados Árabes, Catar, Kuwait, Arábia Saudita e Bahrein, onde um ataque com mísseis atingiu instalações da V Frota americana.

Os primeiros mortos reportados foram 24 alunos em um ataque israelense que atingiu uma escola no sul do Irã, segundo uma autoridade local.

Por sua vez, o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos anunciou a morte de um civil na queda de destroços de mísseis em Abu Dhabi.