Incêndios no sul do Chile deixam ao menos 15 mortos e mais de 50.000 evacuados
As chamas começaram na tarde de sábado, em meio ao verão no hemisfério sul, com altas temperaturas e ventos fortes. Avançaram na madrugada a destruíram vários povoados.
As autoridades aumentaram, neste domingo (18), para 15 o balanço de mortos e para mais de 50.000 o de evacuados devido aos incêndios florestais que devastam o sul do Chile.
Os incêndios deixaram "pelo menos 15 falecidos" e mais de 50.000 pessoas foram evacuadas nas regiões de Ñuble e BíoBio, cerca de 500 km ao sul de Santiago, disse a jornalistas o ministro da Segurança, Luis Cordero.
As chamas começaram na tarde de sábado, em meio ao verão no hemisfério sul, com altas temperaturas e ventos fortes. Avançaram na madrugada a destruíram vários povoados.
"Estamos enfrentando um quadro complexo", alertou o ministro do Interior, Alvaro Elizalde, ao apresentar um relatório oficial.
Durante a madrugada, o presidente chileno, Gabriel Boric, tinha decretado estado de catástrofe nas duas regiões atingidas.
A medida implica, entre outras coisas, que as Forças Armadas tomarão o controle nestes locais.
"Diante dos graves incêndios em curso, decidi declarar estado de catástrofe nas regiões de Ñuble e Biobío. Todos os recursos estão disponíveis", informou o presidente em postagem no X.
Nos últimos anos, os incêndios florestais afetaram fortemente o Chile, especialmente na região centro-sul.
Em 2 de fevereiro de 2024, vários incêndios começaram simultaneamente nos arredores da cidade de Viña del Mar, 110 km a noroeste de Santiago.
Segundo dados atualizados do Ministério Público, 138 pessoas morreram nestes incêndios.