Gre-Nal sem gols e pouco futebol no primeiro jogo das quartas de final da Libertadores
O Gre-Nal válido pela Libertadores foi, como de costume, com muitas disputas, faltas e discussões como manda o manual do clássico gaúcho, e faltou o mais importante, os gols; partida de volta será na próxima quinta-feira, na Arena do Grêmio
Quem esperava que o Gre-Nal 453 seria diferente na Copa do Brasil se enganou. A dupla gaúcha confirmou o mau momento no Campeonato Brasileiro e protagonizou um clássico fraco tecnicamente no jogo de ida das quartas de final, com um empate sem gols nesta quinta-feira, no Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)
O Gre-Nal foi mais do mesmo mais uma vez. Como de costume, muitas disputas, faltas e discussões como manda o manual do clássico de Porto Alegre. As emoções foram muito poucas, com os goleiros praticamente sendo figurantes nos primeiros 90 minutos da decisão, e com os jogadores saindo exaustos pela partida de muita transpiração e pouca inspiração.
Sem vantagem para nenhum dos lados, a decisão ficou toda para a próxima quinta-feira, às 20h, na Arena do Grêmio. Quem vencer, garante o passaporte para as semifinais. Em caso de novo empate, a vaga será decidida nos pênaltis.
O Gre-Nal começou com alguns minutos de atraso, devido à fumaça vermelha protagonizada pela festa dos donos da casa. Com a bola rolando, Internacional e Grêmio disputaram cada espaço no campo, com muita disposição, faltas e discussões, como já estamos acostumados a ver no clássico gaúcho. A baixa qualidade técnica também era visível, com erros técnicos e passes sem nenhuma efetividade.
O duelo era fraco e os goleiros pouco eram exigidos, mostrando o motivo das duas equipes estarem em baixa no Brasileirão. A maior faísca saiu na reta final, quando Carlos Vinícius deixou o braço em dividida com Bruno Gomes. Os jogadores do Inter pediram a expulsão do atacante, que já tinha cartão amarelo e gerou o maior tumulto do clássico. Em 55 minutos de primeiro tempo, o Gre-Nal foi mais do mesmo.
O segundo tempo voltou mais animado e enfim as finalizações saíram. Krovinovic arriscou da entrada da área e Matheus Cunha fez a primeira grande defesa do clássico. Apesar do início empolgante, logo o duelo voltou ao mesmo panorama. O Internacional tentava responder, mas abusava dos erros, principalmente nos cruzamentos, enquanto o Grêmio seguia nulo nas tentativas de contra-ataques.
Com o passar do tempo, o Grêmio foi se conformando com o empate e priorizou a posse da bola na defesa. O Inter, por outro lado, tentou ser mais ofensivo, subindo suas linhas, mas com pouca criatividade para gerar algum perigo. Na reta final, a parte física passou a ser o sinal de alerta, com os jogadores exaustos e os erros aumentaram. Apesar de muita entrega dos dois lados, o GreNal 453 terminou zerado e com a decisão ficando toda para o segundo jogo.