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Proximidade do Dia das Crianças aquece comércio de brinquedos no Centro do Recife

Procon-PE dá orientações sobre escolha do presente em lojas físicas e virtuais

Por Marlon Júlio

Capivaras de pelúcia estão com procura em alta nas lojas este ano

O fluxo nas lojas de brinquedos do bairro de São José, no Centro do Recife, começa a se intensificar em razão do Dia das Crianças. Comemorada oficialmente no dia 12 de outubro, a data, que divide a atenção com o feriado de Nossa Senhora Aparecida, desta vez, também disputou o foco com o período das eleições de 2026.

Faltando 10 dias para o Dia das Crianças, a vendedora de uma loja de brinquedos no centro da cidade, Clécia Maria de Lemos, afirma que a movimentação está começando a aumentar no estabelecimento em que trabalha. “A loja contratou mais uma vendedora, mas, acho que por conta das eleições, o movimento só vai aumentar mais perto da data", afirma.

Para ampliar o volume de vendas, ela conta que a loja também oferece condições especiais para os clientes. “Nós damos 10% de desconto para compras à vista ou no cartão. E também arredondamos, se uma compra deu R$ 350 ou R$ 320, a gente deixa por R$ 300”, explica.

Em outra loja do centro, a estratégia adotada para elevar o faturamento foi oferecer descontos a partir de seis itens comprados. A vendedora Rute Alves explica que os brinquedos mais procurados no estabelecimento são squishies, que custam a partir de R$ 10, e o kit de pintura com pedrinhas strass, que custa a partir de R$ 8. “Também está tendo muita saída de jogos educativos, slime, lego e pelúcias”, revela.

Pensando em presentear as crianças da vizinhança na Cidade Tabajara, em Olinda, a recepcionista Cristiane Maria foi ao centro do Recife à procura de opções. "Onde eu moro, tem muita criança, de todas as idades. Meu amigos e eu nos reunimos e fazemos uma festa para elas. Este será o quarto ano. Anotei os nomes e as idades das 42 crianças que vão participar e vim pesquisar os preços, que estou achando em conta", afirma.

De sacola cheia, a lojista Bevânia Nascimento também estava em busca de opções para uma ação no Dia das Crianças. Ela conta, que além do preço, analisa as informações sobre os produtos nas embalagens. "Eu procuro opções que chamam a atenção e sempre observo para qual idade o brinquedo é indicado e se ele é fácil de manusear", explica.

Orientações para compras em lojas presenciais e virtuais

Para garantir que o presente não vire uma dor de cabeça, o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor em Pernambuco (Procon-PE) dá orientações que devem ser seguidas na hora da compra. O gerente-geral do órgão, Antônio Carlos Cavalcanti, explica que as embalagens dos produtos devem conter o Selo de Identificação do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), que comprova se o produto é certificado, além de informações, escritas em língua portuguesa, sobre a faixa etária recomendada, dados do CNPJ do fabricante, instruções de uso e alertas de segurança.

“Se o produto não estiver em português, ele tem que ter uma tarja de tradução. Não se pode vender nenhum tipo de produto no Brasil sem a tradução e sem o selo do Inmetro”, pontua. Caso se identifique a ausência dessas informações na embalagem, Antônio Carlos indica que o consumidor acione o Procon-PE por meio do número 0800 28 21 512 ou do e-mail denuncia@procon.pe.gov.br .

“Nesses casos, a equipe de fiscalização vai até o local verificar se de fato existe esse tipo de ausência no produto. Se for constatado, o Procon-PE faz o recolhimento e a aplicação de multa na loja”, diz.

Outra irregularidade comum nas lojas físicas é em relação à precificação dos produtos. “É muito frequente a ausência de preços nas prateleiras ou que os produtos estejam com um preço diferente do que foi informado. Nesses casos, os consumidores devem fotografar a divergência e o menor valor será prevalecido”, informa o gerente-geral.

Em relação a trocas de produtos, as lojas físicas não são obrigadas a substituí-los. Caso algum defeito seja percebido após a compra, a responsabilidade é do fabricante. “A troca só pode ser realizada se for constatado que o brinquedo já apresentou aquele defeito, que chamamos de vício, que pode ser aparente ou oculto. No vício aparente, o defeito é identificado no momento em que é retirado da caixa. Nesse caso, pode ser trocado em até 90 dias pelo fabricante. Já no vício oculto, que é comum em videogames, além dos 12 meses de garantia, ele tem mais 90 dias para ser reparado ou substituído”, detalha

O gerente-geral do Procon-PE acrescenta que os consumidores devem sempre exigir a nota fiscal após as compras. "As pessoas esquecem, mas é muito importante nunca deixar de pedir a nota fiscal porque ela é um direito básico do consumidor. Se o estabelecimento não fornece nota fiscal, desconfie da idoneidade dele”, alerta.

Compras na internet

Em relação às compras em sites ou plataformas digitais, a orientação é que o consumidor compare os preços e desconfie de valores muito abaixo do que geralmente custa o brinquedo para não cair em golpes. Outro detalhe importante é analisar se o domínio do site possui URL alterada, com letras trocadas ou números no lugar de letras.

Para a devolução da compra virtual por arrependimento, os clientes podem realizar a devolução em até 7 dias corridos e, posteriormente, receber reembolso referente ao item e ao frete. Também é possível devolver caso o produto chegue depois do prazo previsto para a entrega.