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Dólar recua ante o real após dados de inflação nos EUA virem em linha com as projeções

Moeda norte-americana perde força no exterior e opera em leve baixa no Brasil, a R$ 5,1601

Por Estadão Conteúdo

Na terça-feira (11), o dólar à vista fechou em alta de 0,98%, cotado a R$ 5,1608. Foi o maior valor de fechamento desde 7 de julho

O dólar opera em queda frente ao real nesta quarta-feira (12). O movimento reflete a desvalorização da moeda norte-americana no exterior, após a divulgação da inflação ao consumidor dos Estados Unidos, (CPI) ser publicada dentro do esperado pelo mercado. O índice DXY, que mede o dólar frente a uma cesta de moedas fortes, também recua, assim como a moeda americana ante divisas de países emergentes. O petróleo, por sua vez, não apresenta tendência definida no dia.

Inflação americana sem surpresas

De acordo com dados divulgados nesta quarta, o CPI dos EUA subiu 0,1% em julho na comparação com junho. Em 12 meses, o avanço foi de 3,4%. O núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, avançou 0,2% no mês e 2,5% no ano.

Todos os indicadores vieram em linha com a mediana das projeções do Broadcast. Com um cenário sem surpresas, a atenção dos investidores deve se voltar agora para os próximos dados de atividade e de preços, que serão determinantes para as apostas sobre os próximos passos do Federal Reserve em relação aos juros.

Atividade de serviços no Brasil supera expectativa em junho

No Brasil, a Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE mostrou estabilidade no volume de serviços em junho frente a maio, já com ajuste sazonal. O resultado ficou acima da expectativa de retração de 0,2% do mercado.

Na comparação anual, o setor registrou alta de 2,0%, também acima da projeção de 1,2%. Apesar do desempenho melhor que o esperado, o dado reforça a leitura de perda de ritmo da atividade econômica no meio do ano.

O mercado segue monitorando ainda a reação dos ativos brasileiros após a forte desvalorização registrada na sessão anterior.

Dólar ontem e hoje

Na terça-feira, o dólar à vista fechou em alta de 0,98%, cotado a R$ 5,1608. Foi o maior valor de fechamento desde 7 de julho. A alta foi influenciada pelo rebaixamento da recomendação para ações brasileiras pelo JPMorgan e pelo aumento da percepção de risco diante do cenário eleitoral.

Nesta quarta, às 10h13, o dólar à vista operava a R$ 5,1601, com baixa de 0,01%.