Fraude do Banco Master envolve várias instituições; entenda o papel de cada uma
Oito instituições que fazem parte do conglomerado do Banco Master foram liquidadas entre novembro de 2025 até fevereiro deste ano
Instituições do Caso Master
Banco Master S.A
Investigado por lavagem de dinheiro e emissão de títulos falsos, a instituição foi liquidada em novembro de 2025 junto ao conglomerado da instituição: Banco Master de Investimento S/A, do Banco Letsbank S/A, e da Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários, bem como Regime Especial de Administração Temporária (RAET) do Banco Master Múltiplo S/A.
Will Financeira S.A
Liquidada em janeiro, a instituição Will Bank era controlada pelo Banco Master. Além do vínculo com o Master, o não conseguia arcar com as suas dívidas. Com a liquidação do Master, o Will Bank operava sob Regime Especial de Administração Temporária (Raet) do BC.
Reag Investimentos
A instituição CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários gestora de fundos da Reag Investimentos S.A. (DTVM), também liquidada em janeiro. A Reag Investimentos teria integrado a rede de fundos usados pelo Master para inflar, de forma artificial, o patrimônio da instituição, contribuindo para as fraudes.
Banco de Brasília (BRB)
No início de fevereiro, a Polícia Federal (PF) abriu um novo inquérito para investigar suspeitas de gestão fraudulenta no BRB. A instituição financeira ligada ao governo do Distrito Federal fez uma proposta de compra do Banco Master em março de 2025, que em setembro foi rejeitada pelo BC. O banco também é investigado pela aquisição de mais de R$ 12 bilhões em carteiras do Banco Master.
Grupo Fictor
A Instituição, que também tentou comprar o Master, entrou com um pedido de recuperação judicial no início de fevereiro. Na ocasião, a Fictor Invest e Fictor Holding, duas empresas do grupo, entraram com o pedido com dívidas de cerca de R$ 4 bilhões. No último dia 2, o a Justiça de São Paulo estendeu o processo de recuperação judicial para 43 empresas do grupo.
Banco Pleno
O Banco Pleno chegou a fazer parte do conglomerado Master. A instituição era controlada por Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master. Ele deixou a sociedade em maio de 2024 e em agosto de 2025 passou a controlar o Banco Pleno.