Escândalos e liquidação: entenda a crise envolvendo as fraudes do Banco Master
Principal razão para a liquidação do Banco Master foi a comercialização de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com taxas de retorno impraticáveis, chegando a 140% do CDI
A crise do Banco Master, de Daniel Vorcaro, explodiu no fim de 2025.
A instituição financeira foi liquidada pelo Banco Central em novembro do ano passado.
Foram detectadas irregularidades financeiras e o dono do banco acabou sendo preso pela primeira vez.
A principal razão para a liquidação do banco foi a comercialização de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com taxas de retorno impraticáveis, chegando a 140% do CDI.
Esses produtos financeiros geraram desconfiança no mercado, pois o banco não conseguia honrar seus compromissos nos vencimentos dos investimentos.
Em meio a esse problema, houve a tentativa frustrada de venda do Master para o Banco de Brasília (BRB).
Esse procedimento virou um escândalo bilionário. Foi descoberto que os ativos oferecidos ao BRB eram fraudulentos, sem lastro real.
Segundo investigações da Polícia Federal, há indícios de que o BRB estava ciente de que estava adquirindo "ativos podres", sugerindo uma possível participação no esquema.
A Reag, outra instituição também liquidada pelo BC, estava conectada ao Master por meio de uma extensa rede de fundos de investimento.
Entre esses fundos, destaca-se um que fez parceria com a família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) José Dias Toffoli. O cunhado de Vorcaro também aparece ligado a esses fundos, evidenciando as conexões familiares no esquema.
O caso do Banco Master também envolve a venda de créditos consignados para pensionistas, um escândalo que atingiu o INSS e motivou a criação de uma CPMI para investigar o assunto.
Além disso, o Grupo Fictor, que tentou comprar parte do banco, também está sob investigação, completando o quadro de entidades envolvidas nessa complexa teia de fraudes financeiras.