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Hantavírus: o que é a doença, sintomas e como se prevenir após morte confirmada no Brasil

Doença tem sintomas semelhantes aos da gripe; diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações graves

Por Diario de Pernambuco

Recipiente usado para diagnosticar o hantavírus andino

A morte de um homem de 46 anos em Carmo do Paranaíba (MG), confirmada pela Secretaria Estadual de Saúde no último domingo (10), acende um alerta em todo o país sobre a gravidade do hantavírus. Como os sinais iniciais da infecção podem ser facilmente confundidos com os de uma gripe comum, a rapidez na busca por atendimento médico torna-se o fator decisivo entre a recuperação e o agravamento do quadro.

Sobre a transmissão

Diferente da leptospirose (comum em áreas urbanas após enchentes), a hantavirose está ligada ao ambiente rural e a roedores silvestres. A transmissão ocorre principalmente pela inalação de aerossóis; partículas minúsculas formadas a partir da urina, fezes ou saliva de animais infectados que ficam suspensas no ar.

Outras formas de contágio incluem:

- Contato direto: Através de mordidas ou ferimentos na pele.
- Mucosas: Tocar olhos, boca ou nariz com as mãos contaminadas.
- Transmissão humana: Embora rara, a variante Andes permite o contágio de pessoa para pessoa.

Sintomas comuns na fase inicial

- Febre;
- Dores de cabeça, lombar e abdominal;
- Dor nas articulações;
- Sintomas gastrointestinais (náuseas, vômitos ou diarreia).

Sintomas de alerta

Com a progressão, a doença pode evoluir para a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH). Este é o estágio de maior risco, apresentando:

- Dificuldade de respirar e respiração acelerada;
- Tosse seca;
- Batimentos cardíacos acelerados;
- Pressão baixa.

Quando procurar um médico?

Qualquer pessoa que apresente febre e dores no corpo e que, nos dias anteriores, tenha frequentado ambientes rurais, matas, armazéns ou locais com presença de roedores, deve procurar uma unidade de saúde imediatamente.

Ao ser atendido, é indispensável relatar ao profissional de saúde o contato com esses ambientes. Essa informação é o "fio da meada" para que o médico suspeite de hantavirose e inicie o suporte necessário antes que o quadro se agrave.

Identificar a fase inicial é importante, porque não existe um medicamento antiviral específico; o tratamento baseia-se no suporte clínico hospitalar para estabilizar o paciente. Dessa forma, o diagnóstico precoce é a principal arma contra a alta taxa de mortalidade da doença.