A Nova Versão do Escândalo dos Anões do Orçamento
O amigo de Flávio Bolsonaro, Willer Thomaz, possuía uma conta conjunta com o senador em Portugal em que movimentaram milhões. Ele, certamente com apoio de F. Bolsonaro, ficou conhecido por movimentar cifras bilionárias em apostas online e depois tentar reaver o dinheiro na Justiça. Willer Thomaz apostou cerca de R$ 13 bilhões entre janeiro de 2025 e junho de 2026, principalmente na plataforma Blaze. Ele registrou perdas de R$ 4,96 bilhões e R$ 4,8 bilhões em ganhos em jogos de cassino. O prejuízo líquido foi de aproximadamente R$ 163 milhões. Para isso, ele iniciou com um depósito de R$ 300 milhões, pois reinvestia os ganhos sucessivamente.
A Polícia Federal abriu uma investigação para apurar lavagem de dinheiro. O ponto de partida foi o próprio comprovante bilionário que Willer Thomaz anexou ao processo. A suspeita é que a movimentação gigantesca e os diálogos com a Blaze para driblar a regulamentação (como usar criptomoedas e evitar reconhecimento facial) sirvam para ocultar a origem de recursos obtidos em fraudes, como o escândalo do INSS e provavelmente obtidas junto às negociatas do Master e de Daniel Vorcaro. Parece que ele inclusive substituía parte dos ganhos “legais” por recursos em criptomoedas, permitindo a lavagem de mais dinheiro a partir do depósito inicial.
Willer Tomaz é um aliado próximo de Flávio Bolsonaro. A investigação apontou que uma holding de apostas de propriedade de Willer pagou voos em jatos executivos entre Portugal e França para o senador em 2025. Além disso, Willer é apontado como dono de uma aeronave usada por Flávio e está envolvido em uma disputa judicial por uma mansão em Angra dos Reis com o jogador Richarlison. Coincidentemente, foram milicianos que invadiram a mansão e retiraram a família do jogador à força. Em resumo, a história é marcada por cifras bilionárias, e uma investigação de lavagem de dinheiro que acabou expondo a relação próxima entre Willer Thomaz e Flávio Bolsonaro.
Já no governo Collor, que ficou conhecido como o mais corrupto do Brasil, houve o chamado escândalo dos Anões do Orçamento. Na época os fraudadores roubavam do governo e lavavam o dinheiro com as loterias. A turma de Willer Thomaz e Flávio Bolsonaro recorreu a versão moderna delas, que são as BETS. Até montaram uma para facilitar a operação deles. Para evitar as amarras da legislação que se implementou desde então, as criptomoedas foram utilizadas para movimentar os recursos. Em suma, são velhos métodos de lavagem dinheiro, sob novas tecnologias, das loterias para as BETS e criptomoedas. Mas a lógica de corrupção e lavagem de dinheiro continua exatamente a mesma.
Foram apenas quatro anos de governo de Jair Bolsonaro para aprovar o funcionamento e operações fraudulentas do Banco Master e incrementar a fraude do INSS com redução de demandas no registro dos descontos. Imagina o que poderiam fazer com mais quatro anos comandando o Executivo e muita tecnologia já desenvolvida para fraudar o país. Os riscos que temos hoje são elevados.