Israel e a "síndrome do bom-moço"
Apesar dessa realidade, Israel é campeão em sofrer sanções e condenações por parte das Nações Unidas, que responde às pressões de países oponentes, geralmente governados por ditaduras
Jacques Ribemboim, escritor.
Lembram-se daquele rapaz do colégio que sempre fazia o dever de casa, comportava-se em sala, chegava asseado, era educado com as meninas e nunca se envolvia em brigas? O tipo exemplar para os pais e professores.
Quando tirava uma nota baixa, comoção total. Os colegas comentavam com risinhos disfarçados e o malogro se tornava a fofoca da semana. Um descuido, um erro, uma falta do rapaz e tudo se transformava em notícia, assumindo proporções bem maiores do que se acontecesse aos demais. Certa vez, o menino bem-comportado até entrou para os anais da escola, após ter tomado uma cerveja às escondidas e acabar vomitando no banheiro. Não houve perdão e todas as críticas se abateram sobre ele.
E vamos nos lembrar também de que na mesma turma havia um segundo destaque, o contrário do primeiro, um antípoda da virtude, um autêntico “mala”. Inescrupuloso, pouco confiável, não dava bola aos estudos e respondia grosseiramente aos professores, sendo, inclusive, inconveniente com as meninas, consideradas como “seres inferiores”.
Um belo dia, sorte das sortes, o “mala” tirou uma nota sete na prova e foi a maior festa! Todos comemoraram e ele até se manteve cortês um par de dias. As pessoas se mostravam arrependidas por tê-lo caluniado e passaram a perdoar-lhe os delitos. Afinal, pensavam, a culpa não era dele, mas da sociedade. Ele era tão-somente um injustiçado da sorte.
Vamos agora ao Oriente Médio. E assumamos a hipótese de que não haja na região um jogo entre bons e maus. De um lado, Israel: um país que contempla o mundo com seus avanços sociais, culturais, ambientais e tecnológicos. Invenções e descobertas de última geração. Até hoje, a única democracia do Oriente Médio, desde o seu primeiro dia de existência como país. E o único que findou o Século 20 com mais árvores do que no início. Um país jovem, que se orgulha de sua ancestralidade histórica, de três mil anos na mesma terra, sobrevivendo a tantas perseguições e tentativas de apagamento.
Apesar dessa realidade, Israel é campeão em sofrer sanções e condenações por parte das Nações Unidas, que responde às pressões de países oponentes, geralmente governados por ditaduras. Uma simples pesquisa em IA (Inteligência Artificial) nos descreve: “críticos da ONU argumentam que há uma obsessão institucional e um viés político desproporcional por parte de uma maioria automática de países na organização, que sistematicamente ignoram os graves abusos cometidos por regimes autoritários”.
Não dá para tapar o sol com a peneira. Está claro que o mundo cobra de Israel o que não cobra a nenhum outro país ou nação. Tal como acontecia ao bom-moço da escola, lembram? E o mundo está certo em agir dessa maneira. Israel deve continuar como um farol para a humanidade, iluminando o caminho dos que almejam paz, liberdade, equidade e eficiência produtiva. Sim, Israel, continuará a brilhar.