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Para governador, Flávio deixa livre. Mendonça veta 2º voto em Dudu da Fonte

"Votar em Mendonça e em Eduardo da Fonte é o mesmo que tirar voto meu", advertiu o candidato ao Senado do PL durante comício

Por Renata Bezerra de Melo

Discurso de Flávio Bolsonaro no Recife

Ao lado de Mendonça Filho, o presidenciável Flávio Bolsonaro fez questão de deixar claro, em discurso no Recife, que a eleição do ex-governador para o Senado é o que mais importa para ele em Pernambuco. Eleger senadores, inclusive, é uma prioridade do campo da direita, que tem repisado a necessidade de acabar com o que tacham de “ditadura do Supremo Tribunal Federal”.

Não à toa, o presidenciável do PL, a despeito de ter em seu palanque, na ocasião, aliados da governadora Raquel Lyra, evitou fazer qualquer menção ao nome dela. Embora tenha gravado vídeo recentemente em solidariedade à gestora estadual, em referência aos cartazes apócrifos, pisando em terras pernambucanas, Flávio não investiu em qualquer aceno.

Apenas disse que, caso chegue ao Palácio do Planalto, o Estado terá “portas abertas” em Brasília, seja qual for o governador eleito. “Fiquem à vontade (sobre candidato a governador). O que eu quero falar é que, independente de quem seja governador ou governadora, vai ter portas abertas em Brasília, porque eu vou pensar no povo pernambucano”, prometeu o presidenciável no Estado, onde Lula figura com 51% das intenções de voto e ele, com, 21%, segundo pesquisa Quaest divulgada no último dia 08.

A fala se deu no encontro com os candidatos da direita no Espaço Califórnia, na tarde desta quarta-feira (16). Mendonça, a despeito de apoiar declaradamente a governadora Raquel Lyra, também manteve foco no Senado, como fez Flávio. E, no comício do Cais da Alfândega, subiu o tom para pedir que seus eleitores não votem em Eduardo da Fonte, candidato à Casa Alta na chapa da governadora.

“Votar em Mendonça e em Eduardo da Fonte é o mesmo que tirar voto meu”, advertiu o ex-governador e foi taxativo: “Não pode votar em Eduardo da fonte, não!”. Mendonça, então, pediu voto para Carlos Santana, candidato do Novo ao Senado, e recomendou que o eleitor case o voto nos dois. Ainda que sua candidata ao Palácio das Princesas faça acenos frequentes ao presidente Lula, apostando, inclusive, num palanque duplo dele no Estado, Mendonça foi enfático: “Pernambuco não é curral eleitoral da esquerda!. Aqui, a gente não tem cabresto para amarrar nosso povo. O povo pernambucano é livre!”.

Debate

Tem início às 20h55 desta quinta-feira (17) o debate entre os candidatos ao Governo do Estado, promovido pela Rádio Cultura do Nordeste em parceria com o Diario de Pernambuco e a TV Nova Nordeste. Participam: a governadora Raquel Lyra, o ex-prefeito João Campos e Ivan Moraes. Haverá transmissão pelo Youtube do DP.

Não ao candidato "melancia"

Ao recomendar que “o correto” é casar o voto em Mendonça Filho e Carlos Santana, do Novo, o ex-governador de Pernambuco explicou o seguinte: “É a segurança de que a gente não vai ter uma melancia no Senado: verde por fora e vermelho por dentro”. Fez a fala na esteira do veto que impôs ao nome de Eduardo da Fonte.

Encruzilhada

A fala de Mendonça Filho se deu na presença de Clarissa Tércio, que integra o PP, partido de Eduardo da Fonte, de quem é aliada de primeira hora. Ela chegou a ser convidada para ser vice de Flávio. Mas o PP acabou neutro na corrida presidencial. Eduardo, inclusive, foi escalado por Ciro Nogueira para demover a senadora Tereza Cristina da ideia de ser vice do presidenciável do PL.

A visão delas

“Vozes femininas na cobertura política em Pernambuco” é o tema do debate de mesa de abertura, desta quinta (17), na Semana de Jornalismo Graça Araújo, na UFPE. O papo, mediado por Ruane Barbosa, contará com a presença da titular desta coluna, além de Betânia Santana, da Folha de Pernambuco, Raíssa Ebrahim, da Marco Zero Conteúdo e Natália Ribeiro, do Sistema Jornal do Commercio.