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Ciro Nogueira vai presidir convenção da União Progressista em PE

Dirigente desembarca no Recife, na próxima quarta (5), e acompanha homologação do nome de Eduardo da Fonte para o Senado

Por Renata Bezerra de Melo

Ciro Nogueira e Eduardo da Fonte, lideranças do Partido Progressistas

Copresidente nacional da União Progressista, o senador Ciro Nogueira desembarca em Pernambuco essa semana com a missão de presidir a convenção da federação no estado. A reunião, que engloba a homologação de candidaturas do União Brasil e do PP, está marcada para a próxima quarta-feira (5), às 11h, na sede do PP.

A vinda do presidente nacional já estava programada antes do desfecho que resultou na retirada da candidatura de Miguel Coelho e na definição do nome de Eduardo da Fonte para compor a vaga restante do Senado na chapa da governadora Raquel Lyra.

O dirigente chega ao Recife na quarta-feira mesmo com o intuito de não deixar dúvidas e conferir garantias ao processo. Questionamentos sucessivos surgiram no próprio conjunto da federação e entre aliados do Palácio das Princesas enquanto a governadora conduzia conversas subsequentes e alternadas com Eduardo da Fonte e Miguel antes de tomar uma decisão. Entre eles, o de que a direção nacional poderia decidir o imbróglio.

A direção nacional é formada por Antonio Rueda e Ciro Nogueira. À coluna, Ciro já havia descartado desautorizar a indicação de Eduardo da Fonte, aprovada, por maioria, pela executiva estadual. Ele ponderara ainda o seguinte: “Se a governadora não abrir mão (da candidatura de Túlio Gadêlha), o que podemos ter é um só candidato, que é Eduardo da Fonte”.

Ciro chegou a avaliar que “três candidaturas seria uma equação fadada à derrota”. A própria governadora chegou a cogitar, já nas conversas finais, ter os nomes de Túlio, Miguel e Eduardo concorrendo. Essa montagem poderia implicar no tempo de TV dela e juridicamente foi rechaçada em consultas que incluíram a ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Estela Aranha.

Questionado sobre a data da convenção da federação, que não foi antecipada e vai se dar após a de Raquel, Ciro Nogueira, à coluna, minimizara. Disse não ver qualquer obstáculo nisso, e ainda ponderou que Raquel poderia deixar sua ata em aberto para preencher depois. Mas isso acabou não sendo necessário.

O martelo foi batido e a governadora chega à sua convenção, neste sábado (2), com a chapa fechada, com Priscila Krause na vice, e Túlio Gadêlha e Eduardo da Fonte ocupando as vagas do Senado.

Neste sábado (8), dia em que a situação foi solucionada, se deu também a convenção do União Brasil no Estado. Por meio de nota oficial, o partido comunicou ter deliberado, além da retirada da candidatura de Miguel Coelho, “por orientação expressa da direção nacional” pela “não formação de coligação para os cargos de governador e senador no Estado de Pernambuco”.

O texto segue dizendo que a deliberação “evidencia divergência no âmbito da federação em Pernambuco”. Essa divergência, no entanto, segundo fontes ligadas ao partido não implica em judicialização.

A executiva estadual da federação é formada por sete membros do PP e dois do União Brasil. Para desfazer decisão tomada pela direção no Estado, seriam necessárias assinaturas de Ciro e de Rueda. E Ciro presidirá a convenção num movimento de “assinar embaixo”.