Vasquez cotado para suplente de Marília
Coordenador político da campanha da pedetista, Luciano tem bom trânsito com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi
Com a convenção do PDT marcada para os próximos dias 1 e 2, a se realizar junto com a do PSB, Marília Arraes, que concorrerá ao Senado na chapa encabeçada por João Campos, conduz as conversas finais para bater o martelo no nome do seu 1º suplente.
Depois que Arlen Pereira, do Rio de Janeiro, perdeu força como alternativa para a vaga, como a coluna antecipara, cresce, na bolsa de apostas da Frente Popular, a hipótese de Luciano Vasquez vir a ser o escolhido.
Atuando na coordenação política da campanha de Marília, Luciano é filiado ao PSB, tem bom trânsito com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, como também tinha com o ex-governador Eduardo Campos, tendo nutrido uma relação também com o avô da pedetista, Miguel Arraes.
Essa construção passa por um diálogo com Lupi, além de com o próprio João Campos. O nome de Luciano passou a emergir na esteira de alguns entraves nos quais esbarraram outras hipóteses cogitadas anteriormente.
Houve quem avaliasse, nas coxias, que “importar” Arlen Pereira, braço direito do prefeito de Maricá, Washington Quaquá, não soaria bem, embora fosse uma opção que teria a benção de Carlos Lupi.
No bojo das soluções estudadas, também se pensou numa montagem que contemplasse Caruaru. Nesse caso, o nome de Wolney Queiroz, ministro da Previdência Social, passou a ser cogitado. Mas ele não se desincompatibilizou no prazo, o que inviabilizou a tese.
No conjunto, não se descartou ainda convidar o pai dele, José Queiroz. Mas a travessia do ex-prefeito de Caruaru, do PDT para o MDB, teria se dado sem costura com Lupi, rendendo alguma aresta.
Mesmo o nome da esposa de Wolney, Thania Queiroz, fora ventilado, mas ela também está no MDB, o que, mais uma vez, teria esvaziado a articulação junto ao PDT. Nesse cenário, uma solução que pode ser dita como doméstica passou a ser ventilada e ela contempla Luciano Vasquez. As conversas estariam avançadas nessa direção.
Dueire à mesa com Eduardo
Eduardo da Fonte já teve algumas conversas com o senador Fernando Dueire sobre a possibilidade de ele vir a ser o seu 1 º suplente na corrida pela Casa Alta. No último sábado (18), os dois almoçaram juntos depois do evento em que o Avante declarou apoio à pré-candidatura de Túlio Gadêlha, que concorre ao Senado na chapa de Raquel Lyra.
Pioneira
Com as férias do superintendente do BNB, Hugo Queiroz, assumiu Renata Moura Albert, a primeira mulher a estar à frente da superintendência do banco em Pernambuco.
Espólio
O ex-deputado federal Milton Coelho, que trocou o PSB pelo PT, partido pelo qual vai concorrer à Câmara Federal, deve herdar várias bases do deputado federal Luciano Bivar, que não mais concorre e será suplente do senador e candidato à reeleição, Humberto Costa.
Amistosos
Presidente da Federação União Progressista, Eduardo da Fonte tem definido as convenções do PP e do União Brasil, ambas marcadas para o próximo dia 1º, como “amistosos”. Vem adotando o seguinte paralelo: “A convenção da federação é a Copa do Mundo, é o que vale. As outras são amistosos”. O nome dele foi aprovado pela executiva estadual para concorrer ao Senado e deve ser referendado durante o ato, previsto originalmente para o próximo dia 5.
Prematuro
A reunião em que Eduardo da Fonte foi à mesa com o Jurídico de Raquel Lyra se deu para que as atas das convenções partidárias possam ser construídas em harmonia. Tratou-se dos pontos da convenção, representatividade, critérios. A conversa ficou ainda prematura, sem resultado concreto. Foram à mesa, além de Eduardo, Leucio Lemos, representando o secretário da Casa Civil, Túlio Vilaça, e Pietro Duarte, representando Eduardo e Lula da Fonte, também presente.