Raquel viaja e espera "timing" da federação
Governadora embarcou para Brasília nesta segunda (6). André de Paula vê União e PP "fadados a se resolver"
Nas coxias do Palácio das Princesas, uma chapa formada exclusivamente por nomes do PSD vem sendo descartada. Tal construção, observam governistas, não ajudaria a ampliar o palanque da governadora Raquel Lyra. Em outras palavras, o imbróglio vigente na Federação União Progressista, entre o deputado federal Eduardo da Fonte e o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, soa, dizem aliados, mais como uma solução para a gestora do que como um problema. Leia-se: não está no colo dela desfazer as arestas da frente que tem dois nomes dispostos a concorrer à Casa Alta. Ontem, Raquel, sem agenda oficial, embarcou para Brasília.
Nas hostes progressistas, circula, desde a semana passada, que o copresidente da federação, Ciro Nogueira, teria comunicado a Gilberto Kassab, dirigente nacional do PSD, que Pernambuco está entre os nove estados que configuram as prioridades do PP. Ministro da Agricultura e aliado de primeira hora de Kassab, André de Paula, à coluna, realça: “Você está tratando uma federação como se fosse um partido. Então, eles estão fadados a se resolver”. André advoga que, pela autonomia que Kassab já concedeu a Raquel, “qualquer possibilidade de interferência, ou de ele resolver questão de outro partido não faz sentido”. O ministro ratifica o que palacianos vêm sinalizando: “O timing dessa definição não é de Raquel”. Resta à federação buscar a pacificação.
Sem compromisso
A despeito do zum-zum-zum em torno da nomeação de 15 cargos contemplando seu grupo na gestão Raquel Lyra, o deputado federal André Ferreira, à coluna, assegura: “Isso não tem nada a ver com declarar apoio a Raquel”. Ele é taxativo: “A gente não tem compromisso com ela”.
Avulso
“Há um foco no combate à ditadura no Supremo”, explica Anderson Ferreira à coluna. Por essa razão, a prioridade do conjunto é o Senado e a eleição de Flávio Bolsonaro. O presidenciável desembarcaria no Recife, na próxima quinta (9), mas agendas foram canceladas ontem.
Pau para toda Obra
Assim que desembarcou em Pernambuco, na última sexta (3), o presidente do BNB, Paulo Câmara, seguiu direto para uma visita a Waldemar Borges. Ainda internado, Wal abriu os olhos e exclamou: “Paulo, pau para toda obra!”. Foram as últimas palavras do socialista, dizem amigos.
Plot Twist
Questionada sobre o elogio de Michelle Bolsonaro à política de educação bilíngue para surdos do governo Lula, Marília Arraes, pré-candidata ao Senado, à coluna, reage com bom humor: “Quanto mais gente vier para o nosso lado melhor. Se vierem agentes políticos do lado de lá, a gente precisa aceitar porque é essencial para consolidar um projeto popular de Governo na Presidência da República”.