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O que comemorar no Dia Internacional da Mulher?

Promulgada em 2023, a Lei da Igualdade Salarial não foi capaz de reduzir o abismo entre as remunerações de homens e mulheres nas mesmas funções. Economia do Cuidado sobrecarrega as trabalhadoras e drena seu potencial

Por Pedro Ivo Bernardes

Desigualdade salarial

O cenário econômico brasileiro em 2026 expõe um paradoxo resiliente: somos o país onde as mulheres estudam mais, mas lucram significativamente menos. É o que aponta o último Relatório de Transparência Salarial do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgado no ano passado. Segundo o estudo, as mulheres recebem, em média, 21,2% menos que os homens. No topo da pirâmide, onde a qualificação deveria ser o único fiel da balança, o abismo é ainda mais profundo, chegando a 27,1% em cargos de gerência.

É verdade que gigantes como Petrobras e Itaú tenham alcançado marcos históricos de diversidade em 2025, como mostram os dados da B3, metade das empresas listadas na bolsa ainda operam com conselhos exclusivamente masculinos. Apenas 19% das cadeiras de alta gestão são femininas.

Apesar da Lei de Igualdade Salarial, promulgada em 2023, o abismo persiste. E ele é estrutural. A "Economia do Cuidado" drena o potencial feminino: são 9,6 horas semanais a mais de trabalho doméstico não remunerado. Sem políticas de licença equilibrada e redes de apoio, o talento feminino continuará sendo penalizado pela maternidade. Em 2026, a transparência salarial é lei, mas a equidade real só virá quando o mercado entender que diversidade não é "ajuda", é estratégia de crescimento.

Flores e saxofone homenageiam as mulheres

O dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, convida à reflexão sobre as desigualdades de gênero, mas também estimula ações no varejo. O Shopping Patteo, em Olinda, recebe neste fim de semana a Feira de Flores de Holambra, com um acervo de mais de 200 espécies. No Guararapes, em Jaboatão, um saxofonista percorrerá os corredores do mall executando canções de compositoras femininas. Além disso, as clientes terão ingressos a R$ 10 nas salas da Cinépolis.

Tecnologia do Recife e da Índia em debate

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Recife promove, no próximo dia 17 de março, o seminário internacional Conexão Rech Recife-Índia. O objetivo é fortalecer o corredor tecnológico entre os dois países. A Índia tem o setor de tecnologia como um dos principais de sua economia, com faturamento anual superior a US$ 280 milhões. Recife e Bangalore são consideradas os Vales do Silício de seus países.

Pernambucanos mais otimistas com a economia

Pernambuco reeditou, em 2025, o seu melhor resultado no Índice de Desconforto Econômico do Santander. Na série histórica do estudo, iniciado em 2013, os pernambucanos vêm apresentando uma melhora significativa desde 2022 - tinha 19,5% na época - e, no ano passado, voltou ao seu ápice positivo, repetindo 2013, quando registrou 12,4%. O índice combina as taxas de inflação e desemprego, sintetizando o impacto da economia no cotidiano das famílias.