Juiz sequestrado em SP passou 24 horas preso em cativeiro e foi salvo por palavra-chave em ligação
Juiz foi sequestrado na noite de domingo (18) em um bairro nobre de São Paulo
Um juiz foi resgatado pela Polícia Civil de São Paulo na manhã desta terça-feira, 20, após passar mais de 24 horas como refém em um cativeiro em Osasco, na região metropolitana de São Paulo. Cinco suspeitos foram presos.
De acordo com a Polícia Civil, Samuel de Oliveira Magro foi sequestrado na noite de domingo, 18, na Avenida Rebouças, no Jardim América, bairro nobre da zona oeste da capital paulista.
Magro é juiz do Tribunal de Impostos e Taxas (TIT), órgão administrativo responsável por julgar conflitos tributários entre contribuintes e o fisco estadual, vinculado à Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz).
A Polícia Civil de São Paulo foi acionada pelo companheiro do juiz após uma ligação entre eles em que a vítima utilizou uma palavra-chave previamente combinada, indicando que havia sido sequestrada.
A ação de resgate foi realizada pela 2ª Delegacia da Divisão Antissequestro (DAS), com apoio do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), ambos do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope).
Magro foi localizado por agentes em um cativeiro em Osasco. A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) confirmou a prisão de cinco suspeitos. Eles não tiveram as identidades divulgadas e, por isso, não foi possível localizar suas defesas.
Não há informações sobre o que os criminosos conseguiram roubar. Os detidos foram encaminhados à sede da DAS, no centro de São Paulo, onde o caso será registrado.
Juiz foi sequestrado em 2021
A Polícia Civil de São Paulo afirma que o juiz Samuel de Oliveira Magro - que foi liberado do cativeiro na manhã desta terça-feira, 20 - não foi vítima de rapto planejado, mas de um crime de oportunidade. E não foi a primeira vez: Magro já havia sido sequestrado em 2021.
Conforme Fabio Nelson, diretor da Divisão Antissequestro (DAS) de São Paulo, em 2021, Magro foi vítima de sequestro do golpe do amor. "Achava que ia para um encontro e sofreu golpe", afirmou Nelson.
Naquela época, eram frequentes os casos de sequestro-relâmpago de vítimas que haviam agendado encontro por meio de aplicativo de namoro.
Normalmente, o refém era mantido por horas em cativeiro perto do local de abordagem, enquanto a quadrilha realizava transações bancárias. Depois, a vítima era solta em áreas mais afastadas.
Os golpes desse tipo e a facilidade de transferências por meio do Pix fizeram que, em 2022, o número de sequestros no Estado de São Paulo foi o maior em 15 anos.