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Corpo marcado pela dor: as 29 lesões de Neymar desde o adeus ao Brasil

Nova contusão do camisa 10 da Seleção Brasileira e do Al-HIlal da Arábia Saudita pode afastá-lo dos gramados por até oito meses

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As quatro linhas são terreno fértil para as adversidades, mas, às vezes, há severidade. Entre as lesões inimigas de Neymar desde 2013, quando deixou o Brasil rumo à Europa, a ruptura no ligamento cruzado anterior e do menisco do joelho esquerdo, confirmada ontem pela CBF, é a mais grave da carreira do craque. A contusão sofrida no jogo entre Brasil e Uruguai pelas Eliminatórias é a primeira do jogador do Al-Hilal nesta região do corpo e deve o afastar dos campos por cerca de seis a oito meses. A extensa lista de problemas físicos chega a 29 no total, com mais de 150 jogos perdidos.

[SAIBAMAIS]Caso o prazo de recuperação seja cumprido, seria o maior período de Neymar sem jogar, superando os cinco meses e meio fora por causa de uma entorse nos ligamentos do tornozelo direito neste ano. Na ocasião, o astro perdeu 18 partidas, mesmo número de quando sofreu as lesões no quinto metatarso do pé direito, uma no começo de 2018, pouco antes da Copa do Mundo da Rússia, e a outra em janeiro do ano seguinte. Com a possibilidade de voltar em abril, o camisa 10 perderia, no mínimo, 20 jogos do Al-Hilal.

Em contrato milionário com Neymar, o time saudita deve pagar ao menos R$ 420 milhões de salário ao craque durante a recuperação. A Fifa deve desembolsar uma espécie de “seguro” para diminuir o prejuízo e proteger o clube. A ação é comum quando o jogador se machuca em jogos oficiais da seleção nacional. Ainda assim, o valor, por regra, não pode ultrapassar os 7,5 milhões de euros anuais, número inferior ao custo de Neymar aos cofres árabes.

Este é o primeiro problema físico do jogador pelo Al-Hilal. A maior incidência aconteceu na passagem pelo PSG, com 19, seguido pelos tempos de Barcelona, quando se machucou nove vezes. Pelo Santos, o Menino da Vila passou livre de lesões graves.

Quanto às partes do corpo, o pé direito responsável por muita bolas na rede divide com a coxa esquerda os locais com maior quantidade de ocorrências — sete cada. Além disso, foram quatro no pé e na coxa opostas, além de dois problemas nas costelas e um na lombar. Ainda entram na conta motivos diversos, como a covid-19 na pandemia, caxumba e desgaste.

Enfrentando um novo desafio clínico, a expectativa é de Neymar fazer o que fez em todas as outras 28 ocasiões: voltar com tudo. A expectativa da Seleção é poder contar com o craque na Copa América, em junho de 2024.


“O futebol brasileiro e mundial precisa de Neymar bem e recuperado, porque o futebol fica mais alegre quando ele está em campo. Neymar pode contar com a minha amizade e também com todo o apoio da entidade”, disse Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF.