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Atleta de Brasília, Clodoaldo Gomes da Silva se despede da São Silvestre
Em 2015, um dos melhores fundistas da história da cidade dará adeus às provas de longa distância
A participação em corridas de longa distância tem meses contados no calendário de Clodoaldo Gomes da Silva, um dos melhores fundistas da história do atletismo do Distrito Federal. O desgaste físico, resultado de quase três décadas de dedicação às provas, levou o brasiliense, campeão mundial juvenil em 1994, a planejar a aposentadoria aos 38 anos. Hoje, ele dará um dos passos rumos à despedida: vai disputar pela última vez a Corrida Internacional de São Silvestre, da qual foi vice-campeão em 2006.
“Já não consigo mais acompanhar os garotos, mas ainda posso competir em alto nível”, explica Clodoaldo. Apesar da proximidade do adeus e da grande concorrência, o corredor não quer ser apenas mais um na multidão que tomará as vias da capital paulista a partir das 9h. Ele sonha alto: “Vou brigar pelo pódio, essa é a expectativa, para ter um encerramento coroado”, afirmou.
Formado em educação física desde 1999, o ceilandense Clodoaldo não pretende abandonar o atletismo após a aposentadoria, ao fim de 2015. “Eu quero continuar trabalhando como personal trainer. Assim, eu mantenho a forma e, na medida do possível, disputo provas em Brasília”, previu o atleta, que prepara competidores para maratonas nos parques de Águas Claras e Taguaparque.
Enquanto Clodoaldo inicia o adeus, outro brasiliense nem vai ter o gostinho de estar na corrida. Tricampeão da São Silvestre (2003, 2005 e 2010), Marílson Gomes dos Santos acompanhará a 90ª edição da prova pela televisão. O fundista não participará do evento pois mudou a sua programação para disputar a maratona dos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro.
Aos 37 anos, ele diminuiu o ritmo de competições e treinos na temporada de 2014, pois uma possível lesão colocaria em risco sua tentativa de classificação às Olimpíadas. “Tenho uma história muito grande com a São Silvestre, mas não podia sacrificar o ano que vem, que será muito importante para mim”, contou, em entrevista ao site da prova paulista. “Eu vinha de alguns anos treinando e competindo muito, sempre constante, e estava precisando de um descanso para tentar essas marcas para as Olimpíadas, o Pan e o Mundial.”
Saiba mais
Domínio africano
Nos últimos 10 anos, a prova masculina da São Silvestre foi vencida seis vezes por quenianos — Robert Cheruiyot, James Kwambai e Edwin Kipsang (duas vezes cada) — e uma pelo etíope Tariku Bekele.