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Mesmo campeão pernambucano, Sport repete a tônica: euforia e aperreio

Leão teve muita dificuldade contra o Retrô, garantindo o título apenas nos pênaltis

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Na segunda partida da decisão do Campeonato Pernambucano contra o Retrô, o Sport levou o seu torcedor ao contraste de sensações que se tornou a tônica este ano: euforia e aperreio. 
Diante do apoio maciço do seu torcedor na Ilha do Retiro, o Leão abriu o placar cedo, com o zagueiro Chico. Mas levou a virada da Fênix e só conseguiu sacramentar a conquista do tricampeonato nos pênaltis. 

[SAIBAMAIS]Mesmo com a conquista do 45º titulo estadual, a partida expôs fragilidades ainda presentes do time rubro-negro. Analisando o desempenho do time comandado por Pepa, é possível identificar erros que fizeram a torcida sair ainda desconfiada quanto ao que o grupo rubro-negro é capaz de fazer na sequência da temporada, sobretudo na Série A do Campeonato Brasileiro.

Um dos pontos da oscilação do Sport na temporada é desempenho abaixo do esperado de jogadores que foram contratados para fazer a diferença. Casos do atacante Carlos Alberto, que custou R$ 15 milhões ao clube, e do meia português Sérgio Oliveira, que foi expulso de forma infantil contra o Retrô. 
  
Questionado na entrevista coletiva sobre as osculações do times, o técnico Pepa procurou desconversar e ressaltar a conquista do título.  “Sinceramente, eu não tenho tempo e nem vejo esse tipo de situações (críticas). Minha cabeça e meu foco estão no Sport, no trabalho, no dia a dia. Nas ruas, sinto um apoio tremendo. No futebol há vitórias, empates e derrotas, mas uma coisa posso garantir: trabalhamos no limite para o melhor do clube. Eu não fico como um pavão com os elogios, mas também não meto a cabeça debaixo da areia com as críticas ”, afirmou. 


Atuação de Sérgio Oliveira
O meia Sérgio Oliveira, peça fundamental no esquema tático do Sport, tinha uma importante exibição técnica no meio-campo do Leão. Com a função de controlar o jogo e ditar o ritmo da equipe, a partida do atleta saía como planejada até que uma solada com os dois pés do português no jogador Fialho, do Retrô, resultou em um vermelho direto o tirando do restante do jogo. A partida passou por um roteiro diferente depois da falta infantil do camisa 27.

Decisões do Técnico Pepa 
O comandante Pepa precisou fazer escolhas quando viu o time em situação de risco. fez escolhas que não surtiram o efeito desejado. Após um bom primeiro tempo, a formação inicial e as alterações realizadas ao longo da partida não trouxeram melhorias significativas ao desempenho do time. A dificuldade em reagir ao jogo do Retrô, que cresceu em ponto importante do confronto, e a falta de ajustes com as peças evidenciaram os problemas que se repetiram da partida de ida, na Arena de Pernambuco. Sobre o desempenho do time, o comandante rubro-negro minimizou as críticas e valorizou a conquista do tricampeonato.
 
"Sinceramente, eu não tenho tempo e nem vejo esse tipo de situações (críticas). Minha cabeça e meu foco estão no Sport, no trabalho, no dia a dia. Nas ruas, sinto um apoio tremendo. No futebol há vitórias, empates e derrotas, mas uma coisa posso garantir: trabalhamos no limite para o melhor do clube. Eu não fico como um pavão com os elogios, mas também não meto a cabeça debaixo da areia com as críticas ”, afirmou.  

Rendimento de Carlos Alberto e Hyoran
Duas peças que foram acionadas no segundo tempo, o atacante Carlos Alberto e o meia Hyoran entraram nas vagas de Pablo e Barletta em momentos distintos do confronto. Os jogadores não conseguiram colocar eficiência nas oportunidades e esbarraram em um Retrô ajustado e que conseguiu ler bem as ações ofensivas da dupla.

Desempenho Coletivo
A perda do controle do jogo e a seqência de gols sofridos por bola parada ou jogadas aéreas são alguns dos pontos a serem observados nesse time do Sport. Saindo da parte técnica, o psicológico também deixou a desejar nos dois jogos das finais. Na Arena, a equipe rubro-negra voltou para o segundo tempo sofrendo dois gols da Fênix em um intervalo de seis minutos, conseguindo buscar a vitória apenas na reta final. No segundo jogo, em seus domínios e casa cheia, o time perdeu o rumo após o segundo gol anulado pelo VAR e a expulsão de Sérgio Oliveira, levando a partida a ser decidida nas penalidades, onde contou com a estrela do goleiro Caíque França.  

O foco agora volta a ser o Campeonato Brasileiro e o ritmo promete ser ainda mais intenso, com jogos de maior nível técnico e físico. A expectativa é de que o alto investimento seja correspondido dentro de campo, com ajustes e melhores tomadas de decisão por elenco e comissão técnica.