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Luta contra o vandalismo das Organizadas vem de muito tempo
Em 2020, justiça determinou extinção das três principais torcidas organizadas de Pernambuco
[SAIBAMAIS]Na decisão, as três facções, que já estavam impedidas de frequentar os estádios pelo longo histórico de violência, agora também teriam encerrados os seus Cadastros Nacionais de Pessoa Jurídica (CNPJ), ficando assim impossibilitados de exercerem quaisquer atividades comerciais. Elas também teriam suas contas bancárias bloqueadas e as sedes fechadas.
Porém, cinco anos depois, a violência segue imperando. No último sábado (1/2), as organizadas de Santa Cruz e Sport transformaram várias ruas da Região Metropolitana do Recife (RMR) em praças de guerra, antes e depois do Clássico das Multidões realizado no estádio do Arruda e que teve vitória tricolor por 1 a 0. Um dos confrontos mais pesados ocorreu na Rua Real da Torre, na Zona Norte do Recife, mas em Prazeres, em Jaboatão dos Guararapes, e no Cabo de Santo Agostinho também houve confusão.
A pancadaria generalizada deixou, até o último balanço divulgado pelo Hospital da Restauração, 12 feridos, quatro ainda internados, entre eles o presidente da principal uniformizada do Sport, João Victor da Silva, que foi espancado por membros da facção rival. De acordo com a Polícia Civil, 14 foram detidos por conta do vandalismo.
Só em 2025, que ainda está no começo da temporada, foi o segundo episódio de violência no estado. No duelo entre Santa Cruz e Treze, no dia 4 de janeiro, torcidas de Santa e Sport se encontraram nas ruas e proporcionaram mais cenas de terror.