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Milton Mendes não continua no Santa Cruz
Desde o fim de março no comando do Tricolor, treinador foi campeão estadual e regional pelo clube, mas deixa time na zona de rebaixamento da Série A
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Entusiasta dos estudos táticos, dono do certificado Uefa Pro de treinadores e de frases de efeito, Mendes, de fato, mudou a cara da equipe do Santa Cruz quando substituiu Marcelo Martelotte às vésperas das quartas de final do Nordestão e da reta final do Pernambucano. Foi vitorioso em ambas as competições. Deu um inédito título regional ao clube e, inegavelmente, entrou para a história do clube coral.
Ele adotou estilo "paizão" no início de sua trajetória no Arruda ao transmitir confiança e recuperar atletas que estavam sem espaço no time. Fez um desacreditado Santa voltar a render o que não rendia mais com o antecessor. Alcançou a marca de 18 jogos de invencibilidade, perdida na 5ª rodada do Brasileiro, ao sair derrotado em casa no clássico com o Sport. Baque pesado. A partir de então, viu a equipe entrar em declínio técnico. Viu ainda a "família" que soergueu ruir em um vestiário que se tornara, por muitas vez, turbulento, segundo informações colhidas pela reportagem ao longo da passagem do treinador no Arruda. Dono de um estilo servero ao extremo e rude nos vestiários, existiram conflitos com membros da comissão técnica e também com alguns jogadores.
O catarinense de 51 anos trabalhou com um elenco que só foi se encorpar no mês passado. Ainda assim, na maioria das posições, não foi atendido como queria pela diretoria e nem tinha perspectiva de ser. Fato que pesou bastante também para que entregasse o cargo. A diretoria enfrentou dificuldades no mercado por não dispor de dinheiro suficiente. Situação que se agravou quando a Justiça do Trabalho reteve, no mês passado, as cotas de televisão (principal fonte de renda do clube) por causa de dívidas antigas. Sem ter contratado durante o regional e o estadual, Mendes trouxe, portanto, 12 peças sem “grife” de Série A para o Brasileirão, dos quais metade já havia trabalhado com ele. Nenhuma delas conseguiu render até aqui.
Milton recebeu uma alta remuneração, acima da média história paga pelo Santa Cruz para treinadores. Conviveu coma uma estrutura longe do ideal e cobrou melhorias como a reforma do gramado do Arruda. Publicamente, chamou muitas vezes a culpa das derrotas para si. Contudo, não escondia que precisava de peças mais qualificadas no elenco para jogar uma Primeira Divisão depois de recusas de nomes de maior expressão. O comandante deixa o José do Rego Maciel com um desempenho que já não era bom: apenas: 46,87% de aproveitamento e um número de derrotas quase igual ao de vitórias.
Números
32
Jogos
12
Vitórias
8
Empates
12
Derrotas
45,87%
Aproveitamento