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A 11 dias, leilão dos Aflitos por dívida do Náutico com Panda segue indefinido
Jurídico do Timbu ainda busca sustar arremate do estádio
[SAIBAMAIS]Segundo o vice-presidente jurídico do Náutico, Bruno Becker, o time busca erros processuais para anular e adiar um pouco a conclusão do caso ou mesmo um acordo definitivo. "Parece mentira esse caso Panda. Um jogador que não vestiu a camisa do Náutico e a gente tem um leilão aí pela frente, mas não é mentira. A saída, como a gente tem feito e obtido sucesso, é tentar sustar o leilão, verificar algum erro processual. E, caso não se consiga, é tentar fazer um acordo, sempre preservando o patrimônio do clube”, afirmou, em entrevista à Rádio Clube.
Para isso, porém, Bruno alertou para a importância de se criar um acordo real, com o Náutico tendo condições de cumprir com o que proeteu. “Agora, isso dentro de uma seriedade, de um acordo com uma lógica financeira orçamentária, que o clube não abre mão. É para fazer o acordo e cumprir o acordo, não fazer o acordo para se livrar do problema agora e ele voltar duas vezes maior lá na frente, ou jogar o problema para outra gestão. É resolver o problema. Creio que, mais uma vez, nós vamos conseguir".
ENTENDA O CASO
O caso é bem diferente das dívidas trabalhistas mais frequentes, quando atrasos salariais ou não pagamento de benefícios geram denúncias por parte dos funcionários. Márcio Gama Moreira, o Panda, nunca foi jogador do Náutico, mas chegou a assinar um pré-contrato para defender o clube em 2014, quando atuava no Santa Cruz, algo que não foi cumprido pelo Timbu.
O contrato de Panda com o Náutico teria vigência entre 01/06/2014 a 30/05/2015, com multa no valor de R$ 150.000. Ainda em maio, Panda chegou a rescindir com o Santa para trocar de clube na capital, mas, com a negativa alvirrubra, ele seguiu para o Campinense e acionou o Náutico judicialmente.
Com isso, a sede do Náutico foi posta a leilão, junto ao complexo formado por dois edifícios, sala médica, piscina térmica, lavanderia, parque infantil, quadra de basquete e parque aquático. Avaliados em R$ 197.220.354, as edificações têm arremate marcado para o dia 12 de abril, com lance mínimo estipulado acima dos R$ 98 milhões.