Em 'jogo retrô', Carlinhos Bala faz gol, leva a melhor sobre Rosembrick e diz: 'Meu freguês'
Atletas atuaram nos Aflitos no jogo vencido por 1 a 0 pelo América sobre Ypiranga
O primeiro a pisar em campo foi Bala, com a camisa 11 e a moral de ter no braço esquerdo a braçadeira de capitão do América, em sua estreia. Aplaudido pela torcida, concentrada nas sociais dos Aflitos. Em seguida, veio Rosembrick, com o número 10 às costas da camisa do Ypiranga. Após a pose para as fotografias, enfim o encontro dos dois, seguido de um demorado abraço. De amigos.
"É um prazer para mim reencontrar um grande amigo que é o Carlinhos. Tenho orgulho de dizer isso. Uma pessoa que eu admiro demais. Fomos campeões juntos no Santa Cruz (2005) e a amizade permanece até hoje. Era bom se estivéssemos jogando a favor, mas, como é contra, cada um que vai buscar defender a sua equipe", afirmou Rosembrick, antes do início da partida.
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E com a bola rolando, Rosembrick individualmente teve uma atuação superior a do companheiro. Em um jogo fraco tecnicamente e em um gramado impraticável dos Aflitos, o meia do Ypiranga ao menos tentou organizar o jogo com algumas invertidas de bolas, cobranças de faltas e alguns chutes a gol. Já Carlinhos Bala, com 15 minutos de bola rolando, dava a impressão de que já estava cansado. Em toda a primeira etapa, sua atuação ofensiva se resumiu a uma cobrança de falta defendida pelo goleiro. O que não tirou a animação da torcida.
"A contratação de Bala deveria ter sido feita há mais tempo. Com ele em campo, os adversários passam a ter mais respeito com o América. Ninguém no time chuta como ele", afirmou o torcedor José Marcos Barbosa, presente em todos os jogos do Mequinha nos Aflitos. Sobre o fato do atacante estar acima do peso, o americano deixou por menos. "Walter também é gordinho e faz muito gol no Fluminense."
Na etapa final, com os times já cansados, o nível técnico que já era baixo, caiu de vez. O impraticável gramado dos Aflitos ajudou. Rosembrick, seguiu tentando organizar a parte ofensiva do Ypiranga, mas praticamente se resumiu em cobranças de falta sem eficiência. Já Bala, decidiu o jogo. Após receber dentro da área, o "Rei de Pernambuco" chutou cruzado e a bola tocou na trave, na sequência, o goleiro Elias cometeu pênalti. Bala pediu a bola.
Na cobrança, um chute forte, no meio, defendido pelo goleiro. No rebote, o camisa 11 não perdoou. Na comemoração, correu para a torcida, beijou o escudo do América e ouviu seu nome gritado pela torcida. Eram apenas 962 pessoas. Mas, por um momento, lembrou os velhos tempos. "O Rei de Pernambuco está de volta. E Rosembrick é o meu freguês", disse Bala, após a partida, cercado por repórteres.