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Thiago Larghi completa 50 dias no comando do Atlético, explica mudanças e destaca 'missão cumprida' em busca de título
Treinador fará sua primeira final comandando o Galo na decisão do Mineiro
Nesses 50 dias, Larghi fez experiências, testou diferentes peças – principalmente no sistema ofensivo – e deu nova consistência tática ao time. Além das mudanças que provocou na equipe dentro de campo, ele também deve conviver com a mudança de patamar na carreira. O treinador revelou que a forma pessoal como encara o trabalho também foi alterada.
“Desde a primeira vez, no primeiro dia em que fiquei ali na beira do campo comandando os jogadores, senti muita naturalidade em exercer a função. O que mudou é que a gente passa a pensar 24 horas no jogo, no futebol, no treino. A responsabilidade é maior. Não é que preocupa, mas passamos a viver mais isso. Quando deita, pensar no treino do dia seguinte, e se foi bom o do dia anterior ou não. O que vamos fazer para melhorar. O viver futebol ficou mais intenso”, destacou.
Larghi dirigiu o Atlético em 12 jogos até o momento. Foram oito vitórias, um empate e três derrotas, com 69, 44% de aproveitamento. Mas, mais que a porcentagem de pontos conquistados, o Galo avançou na disputa da Copa do Brasil e chegou às finais do Campeonato Mineiro. Além dos resultados, o treinador se mostrou satisfeito em conseguir desenvolver o trabalho com o elenco.
“Primeiro, missão cumprida na função de treinador do Atlético. É um clube grande e sempre entra para vencer as competições. Mas tenho que me colocar ainda como o auxiliar que deu conta do recado. No papel de treinador, fico satisfeito por conseguir gerir o grupo. Mas não posso falar em título, tem que ter pés no chão. Vamos encarar esse jogo de domingo e focar aqui nos treinos porque é isso que importa”, apontou.
Para a sua primeira decisão como treinador, já é possível dizer que Larghi colocará em campo a equipe em que formatou o esquema titular nesse período. Ele disse ainda ter uma ou duas dúvidas na escalação por conta do adversário, mas deve entrar com o que considera força máxima no time alvinegro.
“Ideal é uma palavra muito forte. Acho que é o caminho. A gente sempre pensa que poderia ter sido melhor defendendo, atacando. Poderia ter feito mais gols ou levado menos. A gente sempre quer o ideal, mas a perfeição é quase inatingível. A gente está no caminho de trabalho e evolução. O grupo sabe bem disso e acredito num bom jogo domingo”, disse.